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sábado, 28 de janeiro de 2017

Iniciação na Pedra do Baú!

No cume do Baú.

Quem se programa para conhecer a região de Campos do Jordão não pode deixar de conhecer a Pedra do Baú em hipótese alguma! A imponente rocha é o ponto culminante (1.950 metros s.n.m) do Complexo do Baú, um belíssimo conjunto de rochas gnáissicas localizado em São Bento do Sapucaí, São Paulo.

Pois bem. Ouvi falar do Baú nos tempos de UEL. Em 2004, o pai de meu amigo Fábio Vieira Costa Cardoso (que é de Guaratinguetá) me levou para conhecer Campos do Jordão. Foi ele quem me falou da existência desta Pedra...

Curioso, fui pesquisando mais sobre a Montanha e acabei por tomar a seguinte resolução: Se algum dia tivesse a oportunidade de voltar à região subiria o Baú. Em meados de 2016, minha esposa comentou que participaria de um Congresso de Imunologia em Campos do Jordão: Bingo, tô dentro!

Já há alguns anos que a Pâ vem ensaiando iniciar-se no Montanhismo. Desta vez o condicionamento físico e mental dela estavam perfeitos! Chegamos a Campos do Jordão na noite de sexta (28 de Outubro). Combinamos de subir a Pedra no Domingo, 30. No Sábado, alternamos os compromissos da esposa com passeios pela cidade, Pico do Itapeva, Horto Florestal e, claro, umas cervejas...

No Sábado, rolou aquela ansiedade básica. No alto da colina do intrigante Museu Felícia Leiner avistamos a Pedra do Baú. A Pâ se impressionou, mas não titubeou! Saímos do coquetel a tempo de comprarmos víveres para a empreita.

Pedra Ana Chata vista da Via Ferrata

Apesar da ansiedade, dormimos bem! Saímos do hotel às 8h e chegamos no Parque perto das 9h. Fomos informados que a face sul (mais rápida) estava interditada. Teríamos que contornar o Baú e subir pela face norte.

Ficamos inquietos com este imprevisto, mas metemos o pé na trilha, pois a Pâmela apresentaria Painel por volta das 18h... Parêntesis para a aparição de um veado silvestre... Eita bicho ágil e que olhos expressivos! Em questão de segundos ele desapareceu no campo... Não deu tempo de mostrar a Pâ! Seguimos...

Após uma rápida pernada chegamos a um platô e perdemos o fôlego com a imponência do Baú sob o céu azul! Uma pequena pausa contemplativa e pé na trilha (que são batidas e bem sinalizadas)... Após 1h de caminhada por uma belíssima floresta chegamos ao pé do Paredão. Agora era a hora da verdade!

Pâmela na Via Ferrata da Face Norte.

A Pâ olhou os 400 metros verticais e pediu uma pausa... Os Primatas do Baú (pessoal muito bacana) estavam guiando um pessoal ao cume. Conversamos um pouco sobre Montanhas e comentei que era a primeira ascensão da minha esposa... A galera deu as boas vindas e incentivos! Momento de começarmos a subir...

Para quem conhece, a pegada do Baú é comparável a do nosso belíssimo Abrolhos, no Marumbi. Durante a escalaminhada contei a Pâ a história dos Irmãos Cortez (João e Antônio Teixeira de Souza) os primeiros a subir o Baú com unhas e dentes! Nos idos de 1940 foram construídas as vias Ferratas (Sul e Norte) e o primeiro abrigo de Montanha do Brasil sob o patrocínio do empresário visionário Luís Dumont Vilares, sobrinho de Santos Dumont e amigo de Antônio Cortez!

No cume tivemos um 360º fodástico da Serra da Mantiqueira, Sul de Minas, Campos do Jordão e do bucólico município de São Bento do Sapucaí. Parêntesis as ruínas do primeiro Abrigo de Montanha do Brasil cujos alicerces ainda resistem apesar dos ataques de vândalos ao longo das décadas...  

Fizemos um lanchinho básico e percorremos toda extensão do cume. Isto levou cerca de 30 minutos. As 11h30 começamos a descer. Concluída a descida da via ferrata a adrenalina baixou.  Fizemos algumas pausas para absorver a intensa experiência e recuperar o fôlego. Chegamos ao carro 1h30 da tarde.

Tomamos um choop em Campos. As 16h acompanhei a Pâ ao Congresso e as 22h encerramos a noite em uma churrascaria muito aconchegante. No dia seguinte retornamos à Rolândia. Foi uma viagem inesquecível... Família que vai a Montanha unida, permanece unida! Parabéns Princesa: Bem vinda à Confraria!

No cume da Pedra do Baú.