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sábado, 9 de junho de 2018

Até o Tucum e além...

Pico Paraná visto do Cerro Verde.

A idade vai chegando, os compromissos se avolumando e eis que a maioria das peregrinações ao Templo acabamos por fazer no mundo dos sonhos o que sempre é uma experiência mágica... Na última década e meia, felizmente consegui manter uma freqüência montanhística compatível com minhas possibilidades...

Pois bem. Faziam mais de cinco anos que não visitava a maior Cordilheira do Sul do Brasil... A última empreitada (em companhia dos Irmãos Marcos Huss e Rubens Negrão) foi um perrengue danado e tivemos que abortar a missão no Camapuã. O Tucum e o Cerro Verde ficariam para outra oportunidade...

Recentemente, o Lucão resolveu regressar ao Ibitiraquire. Como ele já havia feito o Pico Paraná comigo em 2010, não foi difícil convencê-lo a descortinar o privilegiado horizonte do Tucum. Quase convenci a galera a fazer a clássica Travessia Tucum-Itapiroca que só não arriscamos por razões de logística.


Espírito Livre Montanhismo. 

Seguindo a velha tradição do montanhismo pé-vermelho, passamos a noite “na boleia” para amanhecer no pé da Serra no dia 21 de Abril. Na ocasião, o Lucas apadrinhou seu amigo Wesley que, apesar da animação, conseguiu roncar da Serra do Cadeado até Curitiba! O Gambiarra nos encontraria no Posto Túlio.

Chegamos na Fazenda da Bolinha perto das 8:30. Devo registrar que a infra-estrutura da propriedade melhorou muito deste 2009, ocasião em que alcançamos o cume do Ciririca em condições climáticas totalmente alucinantes! O fluxo de Montanhistas também aumentou surpreendentemente para quem já passou o final de semana sozinho naquelas paragens. Os tempos são outros...

Fincamos o pé na trilha às 9:20. A sinalização melhorou bastante e, sem maiores percalços, atingimos o cume do Camapuan às 10:30. Fizemos uma pausa para lanchar e contemplar o maravilhoso panorama do Pico Paraná sob um céu de brigadeiro...  Sem dúvida, gozaríamos de um Sábado de Paz e Bençãos!


Eu e o Lucão no cume do Camapuã.

Seguimos. Durante a procura pela “mina da gruta” (nas encostas do Tucum) conhecemos um casal de Curitiba (Rafael Picolotto e Fernanda) que trilhou conosco dali em diante. Chegamos ao Cume perto do meio dia e montamos o acampamento. Animados, partimos para o Cerro Verde as 12:30 - sorte que é inverno!

A descida do Tucum é consideravelmente íngreme e o visual é maravilhoso. Trilhamos em alta velocidade, afinal, metade da equipe estava de ataque. Logo chegamos ao fundo do Vale. Daí em diante há vários pontos confusos. Fizemos as escolhas certas e alcançamos o cume do Cerro Verde perto das 13:30.

Ficamos ali uns 30 minutos. Fizemos um lanche e conversamos com o trio que estava fazendo a Travessia Tucum-Itapiroca. Eles, por sinal, confirmaram o que nossos olhos suspeitavam: Do cume do Cerro, estávamos mais próximos da Fazenda do Dilson do que da Bolinha... Assinamos o Livro e voltamos!


Retorno do Cerro Verde: Ao fundo, o Tucum!

Devido a pressa, acabamos pegando a trilha para o Pico do Luar e Ciririca. Felizmente, logo percebemos o equívoco...  Não foi fácil subir a encosta do Tucum. Entretanto, a visão daqueles horizontes fantásticos revivificava nosso Corpo e Espírito. O processo tinha um caráter verdadeiramente Iniciático...

De regresso ao cume do Tucum, comemoramos o sucesso da empreita e nos despedimos de nossos Confrades. O pôr do sol foi deslumbrante. As nuvens logo descortinaram maravilhosas constelações. As luzes das cidades do Litoral e da Grande Curitiba também foram alvos de nossa admiração...

Muitos estavam na Serra para acompanhar uma chuva de meteoros que foi confirmada por volta das 3:00 horas da madrugada. Saí para contemplar o belíssimo fenômeno, apesar do vento e do frio intenso... O Lucas e o Wesley permaneceram em sono profundo, apesar da nossa discreta atividade...

No Domingo, contemplamos o Alvorecer, emoldurado pelo nosso Templo Maior. Fizemos um lanche rápido e pé na trilha! Às 8:15 já estávamos no Camapuan. Voltamos mais uma vez nossos olhares para aquele Éden Abençoado... Louvores rendemos ao Eterno e, com o Espírito transbordante, começamos a descer...

9:30 chegamos na Fazenda completando 25 km de uma caminhada inesquecível. Passamos uma água no rosto e rumamos para Curitiba, onde almoçaríamos no Madalozzo antes de retornarmos a nossa amada Terra Vermelha...


Uma imagem para guardar na memória...

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Remando no Lago San Fernando!

Thomas remando no Lago São Fernando de Rolândia.

Sempre fui um amante do Lago São Fernando e defendi sua conclusão durante o segundo mandato de José Perazolo. Nosso Lago é formado pelas nascentes do Ribeirão Marabu, afluente do Ribeirão Cafezal (manancial de abastecimento de Londrina). Registre-se que não há qualquer ligação clandestina de esgoto ou galerias pluviais no local. Trata-se de um Lago formado (praticamente) por água mineral! Sempre defendi seu uso para a prática de esportes aquáticos e ontem estive lá, iniciando meu filho Thomas na canoagem. Fantástica experiência. Nosso Lago também tem potencial para sediar provas de natação... Quem sabe um dia?  

quinta-feira, 17 de maio de 2018

A Travessia dos Lagos Igapós!

Por do sol no Igapó 01


Já faz algum tempo que não encontro tempo para escrever em nosso Blog. Como regresso, compartilho minhas últimas vivências em um dos mais importantes e belos postais de Londrina: o Lago Igapó, inaugurado em 1959 na gestão do Prefeito Antônio Fernandes Sobrinho. Então, mãos à obra!

O Lago possui 438 mil m2 e foi concebido como alternativa para amenizar  a baixa umidade do ar (durante o outono e inverno) e o problema de drenagem causada por uma barragem natural de basalto. Inicialmente pensou-se em dinamitar a rocha, mas a ideia de formar um lago no Ribeirão Cambezinho prevaleceu. Ainda bem: Dá para imaginar a paisagem de Londrina sem o Lago Igapó?

Pois bem. Há pouco mais de um mês, fui convidado por meu cunhado Lucas Zerbinati para remar, em seu caiaque inflável, o Lago Igapó. Imediatamente, aceitei o convite. Em nossa primeira empreitada, partindo do lado leste, remamos a margem oeste e a baía do Córrego Capivara em pouco mais de uma hora.

Não preciso dizer que adorei a brincadeira! Contemplar Londrina emoldurada pelas águas do Igapó é uma experiência única. Animado, perguntei ao Lucão se ele já havia remado o Lago 2. Como a resposta foi negativa, definimos nosso próximo objetivo: Remar o Igapó 2 no Domingo seguinte...

Como chegamos tarde em Londrina, saímos remando forte e quase encalhamos no assoreamento existente na foz do Córrego Água Fresca. Passamos raspando na tubulação que atravessa o Lago e seguimos adiante (é melhor transpor a tubulação pela margem oposta, mas o ideal seria a Sanepar rebaixar os tubos)!

Transposição da Av. Ayrton Senna.


Como o sol ainda brilhava, seguimos cautelosos rumo aos túneis da Av. Ayrton Senna. Verifiquei a profundidade e decidimos atravessá-los. Alcançamos, sem maiores percalços, o canal do Aterro e seguimos remando até a barragem do Igapó 3. Foi neste momento que nasceu a ideia da Travessia Interigapós!

Para completá-la (saindo das imediações do Jd. Versalhes, viaduto da Rua Ana Porcina de Almeida) sabíamos que teríamos que fazer a transposição da Av. Faria Lima por cima e da barragem da Higienópolis por baixo já que, para nossa alegria, a transposição da Castelo Branco e Ayrton Senna estão em nível...

Definido o objetivo, no final de semana seguinte, partimos para a ação. Estacionamos o carro nas proximidades da Rotatória do Gandhi, inflamos o caiaque e saímos à procura de um ponto de partida na região. Ativei o Strava pouco antes do Viaduto da Ana Porcina e começamos remar pelo Cambezinho...

Optamos por navegar sem quilha, diante do grau de assoreamento. Mesmo assim, foi possível remar, após a transposição de alguns galhos, até a foz do Córrego Baroré onde há um grande assoreamento. Nas proximidades da Fábrica 01, instalamos a quilha e atravessamos o viaduto da Av. Castelo Branco por baixo.

No Lago 3 a remada fluiu bem até a Av. Faria Lima onde fizemos a transposição por terra e ingressamos em águas antes navegadas... Como conhecíamos todos os pontos de assoreamento existentes no canal do Aterro e no Igapó 2, decidimos acelerar... Logo chegamos à barragem da Avenida Higienópolis!

Descemos a barragem e alcançamos o Igapó 01 por baixo do Viaduto. Remamos pela margem oeste (sem fazer a baía do Córrego Capivara) até a barragem. Como havia tempo, abortamos o Uber e decidimos remar de volta! Quando os últimos raios de sol brilhavam no horizonte, alcançamos o Igapó 3 (que alguns chamam erroneamente de Igapó 04) e ancoramos na margem oposta à foz do Córrego Baroré, completando assim 11 km de pura emoção... Valeu Lucão!

Lucão na Rotatória do Gandhi, Jardim Versalhes.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Sobre a violência da esquerda...



Faz parte do credo marxista a violência revolucionária. Socialistas seguem este scripit desde 1917. A esquerda nutre um ódio visceral contra a Família Tradicional, a Moral Bíblica, a Propriedade Privada, a Mídia Livre, o Empresariado, o Agronegócio, o Livre Comércio e a Democracia Liberal por serem os os maiores obstáculos para a implantação do totalitarismo socialista. A esquerda e suas milícias (MST, MTST, etc) promovem a violência no Brasil há anos. Saquearam os cofres públicos e foram os grandes responsáveis pelo desastre econômico, moral e cultural de nosso país. Lula e Dilma não apenas sabiam de tudo: eles comandaram tudo! A rejeição que a esquerda enfrenta atualmente é, na verdade, um NÃO à impunidade, à destruição das famílias, da moral e da cultura... Um grande NÃO ao império do crime organizado, à pauta da legalização das drogas, do aborto e da ideologia de gênero, ao aparelhamento do Estado e do sistema educacional... É, enfim, um contundente NÃO ao processo de venezuelização do Brasil!