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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sobre o Bosque do Jardim Roland...


Rolândia é carente em formações florestais nativas. Para ser preciso, na zona urbana do Município há, excetuando-se os Fundos de Vale, apenas uma Floresta Urbana Pública. Trata-se do Bosque Johannes Schauff, no Jardim Roland. O local abriga imponentes árvores nativas da região, tais como Peroba Rosa, Guaritá, Gabiroba, Alecrim, Trichilia, Capororoca, Cedro Rosa e outras. Infelizmente, devido à ausência de alambrados, vândalos têm causado degradação no local.  Há  pessoas que depositam  lixo e  outras que ferem as Perobas  retirando cascas para fazer chá... Por estas e outras é que o COMDEMA e vários Ambientalistas reivindicam o cercamento do Bosque, possibilitando o fechamento dos Portões no período noturno. Mas, nem tudo são más notícias... Em Janeiro de 2009, em parceria com o CRC - Clube Rolandense de Ciclismo, Grupo Escoteiro Guarani e a AER - Associação Ecológica de Rolândia, organizamos um Mutirão Ecológico onde foram plantadas mais de 60 mudas de espécies nativas em uma área degradada do Bosque Johannes Schauff. Para nossa alegria, mais de 85% das mudas "vingaram". Plantamos exemplares de Café de Bugre, Pau d´alho, Canela, Figueira, Guária, Pitombo, Uvaia, Ipê Amarelo, Araucária,  Imbaúba, Guapuruvu, Cebolão, Pitanga, Óleo Pardo e outras essências nativas  da Floresta Estacional Semidecidual. Agradecemos a Secretaria de Infraestrutura que, periodicamente, tem deslocado o Sr. Geraldo para realizar a capina da área reflorestada. Ele têm realizado o serviço com carinho!


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Dilúvio no Pico Agudo!

Summit: Pico Agudo.
No Montanhismo o quanto pior melhor não possui a mesma conotação da Política. Quanto mais adversas  as condições de tempo, vegetação e trilha, maior é a obstinação dos integrantes da Confraria.

Regra de ouro: Agendada uma Iniciação ao Templo, só haverá cancelamento, em caso de força maior ou de falta de quórum. Pelo menos, esta é a prática mais usual observada na Montanha...

A iniciação ao Pico Agudo - em especial - geralmente reserva várias surpresas. Setenta por cento dos candidatos, em tempos pretéritos, não chegava ao cume em sua primeira tentativa...

Na época havia carência de informações, eram péssimas as condições das estradas e  as trilhas não estavam bem definidas. Tudo isso aliado à vegetação e solos, em vários pontos, degradados...

Houve ainda relatos de ataques de animais peçonhentos...  Felizmente, hoje há muitas referências ao Pico Agudo na internet e as trilhas estão "batidas"... 

Contudo, houve um tempo em que tínhamos que abrir "trilhas" "no peito" em meio ao capim colonhão - repleto de vespas - e sob condições claustrofóbicas...

Se estivesse ao meu alcance levar todos Irmãos ao Pico Agudo - eu o faria com prazer! Por isso nunca disse não ou omiti informações sobre a Montanha a qualquer candidato sincero!

Há dois anos, meu Irmão Derlan - o popular Rabib - me ligou confirmando uma tripp no PA. Em face das previsões climáticas adversas, muitos desertaram.

Sexta, às 18:00 horas, o "Rabib" avisou que estava deixando Guarapuava e que fazia questão de conhecer o Pico Agudo. Pensei: ainda bem, pois sem ele não haverá empreita!

Ficou acertado que iríamos com o meu uninho. Chovia. Fiquei imaginando como estariam as estradas da Serra, se conseguiríamos fazer uma aproximação, como estariam as trilhas, etc...

Cheguei a temer que não nos fosse concedido levar nosso Estimado Irmão ao cume do Norte do Paraná. Diante da insônia que se anunciava, decidi recorrer - por antecipação - ao bom e velho Tabaco de Montanha!

Enfim, sono. Acordei tarde, às 10:00 hrs e saí desesperado atrás dos mantimentos. No mercado encontrei meu Irmão Derlan, já ansioso - com esposa e filha tentando demovê-lo da empreita!

Mas Rabib estava decidido. Iríamos sob quaisquer condições! Despedimo-nos e marquei com ele às  11:00 hrs. Cheguei em sua casa meio dia e novas súplicas de esposa, filha, mãe, pai, enfim...

Entramos no carro e fomos buscar o Marcones. Às nossas variadas preocupações,  somou-se, agora, o fator horário.  Para ajudar, voltou a chover forte....

Recebemos mais pressão para abortarmos a empreita - agora por parte de Viviane, esposa do Marcão. Respondemos que tal hipótese estava totalmente fora de cogitação!

Ajudamos o Marcão a preparar a "mochila" e entramos no carro. Logo o tradicional otimismo Pé-Vermelho permeou as conversasões... Afinal, chegamos a Londrina sob tempo nublado, mas sem chuva! 

Tocamos em frente. Na Serra Fria, as nuvens estavam sinistras e o vento gélido! Logo no começo da estrada para o Bairro Lambari, decidimos acender um Tabacco de Montanha...

Estávamos alegres, pois as estradas estavam transitáveis. Tudo ocorreu bem até o Assentamento (Comunidade São Luiz). Lá os moradores nos informaram que havia chovido muito nos últimos dias...

Embalei o unininho e me preparei para o "raid"... Passamos o rio e conseguimos - por milagre - chegar a entrada da Fazenda e RPPN I-Nhó-Ó. Já eram 16:00 hrs...

Ainda tentei subir um "top", mas o uninho quase foi parar em uma vala... Partiríamos dali mesmo - e rápido - pois era tarde e pretendíamos dormir no cume.

Começou a chover novamente. A caminhada tornou-se árdua. Barro, escorregões, peso. Fechamos a cara e partimos em frente. Chegamos a "mangueira" às 17:00 hrs e encontramos um carro de Paranaguá. Havia mais alguém na Montanha...

Logo após encontramos o casal que retornava de um "bate-volta" dizendo que a chuva havia sido intensa. Tocamos em frente... Contornamos a Serra Chata e logo abriu-se a visão do Pico Agudo!

Foi a primeira e última. Praticamente corríamos e na primeira mata o tempo fechou novamente. Retornamos ao colonhão sob os efeitos da Tela Branca.

Perto das 18:00 h. chegamos à segunda mata.  Assembléia. Todos cansados. Tempo péssimo. Anoitecer próximo. Abortamos o cume e decidimos montar acampamento...

Posteriormente, tal decisão revelou-se extremamente sensata! Após o jantar, degustamos mais um pouco do Tabaco de Montanha e aproveitamos para colocar as conversas em dia.

Lá pelas 22:00 h. chegamos a ver o cruzeiro do sul... Fomos dormir animados... Acordei às 3:00 h. e percebi que ventava muito. Galhos estalavam por toda a Floresta...

O Rabib também estava acordado e inseguro quanto às condições do dia vindouro. O Marcão escutou nossas conversações e, de sua barraca, externou seu pessimismo.

De minha parte, estava preocupado. Haveria ascensão? Conseguiríamos desatolar o carro? Recorremos ao Tabaco de Montanha e, algum tempo após, ao sono.

Amanheceu. Chovia. Névoa total na floresta. Café da Manhã e Assembléia. O Marcão advogava o retorno, eu insistia no cume e ao Derlan caberia o voto de desempate.

Estávamos “fodidos” de qualquer jeito e já havíamos feito 90% da trilha. O Rabib votou comigo e partimos imediatamente para o ataque final sob chuva.

Ao sair da floresta percebemos a real extensão do dilúvio... Chovia forte e as trilhas eram verdadeiros córregos lamacentos...

Na metade do Paredão - para meu espanto - o Rabib desanimou: Vamos voltar... Permaneci em silêncio, esperando o voto do Marcones...

Mas a grande surpresa estaria por vir: O Marcão, irado, afirmou: - Agora sou eu que não vou deixar você voltar sem Cume! Meu voto foi expresso por um leve sorriso...

Chegamos ao Cume sob os efeitos psicodélicos da tela branca e fortes ventos gélidos. Imediatamente nos dirigimos ao Livro de Cume, para registrar os eventos...

A visibilidade se resumia a poucos metros. Fiz meu relato e passei o Livro para o Rabib. A caneta pifou. Duas ou três fotos (não dava para fumar) e retornamos.

A chuva engrossou de vez. Os pingos ardiam na pele. Desmontamos o acampamento. Chegamos a casa do Livercino lá pelas 10:30 h...

Tomamos um café quentinho. Eu fumei um cigarro de palha com o Livercino. A hospitalidade da população da Serra dos Agudos já é conhecida por todos os Confrades.

Tocamos em frente e nenhuma novidade climática. Chegamos ao carro (completamente encharcados) às 11:30. Sorte que havia deixado o uninho "embicado" numa descida...

Deslizando e acelerando cruzei o Córrego – que havia se tornado um rio de águas caudalosas – e consegui chegar ao Assentamento. Todos respiramos aliviados...

A partir daí a estrada é mais bem conservada. Chegamos à Rolândia às 15:00 h. Ironia da Montanha: Somente após tomar banho e deitar no sofá, foi que o tempo se abriu... Risos!


As três testemunhas do Dilúvio. By Marcos Huss.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Vamos falar de futebol...

Nacional A.C e Pico Agudo: Paixões Eternas...
Todos dizem que o Brasil é a pátria de chuteiras... Eu sou brasileiro. Logo, vamos falar de futebol. Sou simpatizante do Coxa (Coritiba F.C.) na Capital do Paraná. Digo simpatizante, porque paixão mesmo é o que sinto pelo Nacional Atlético Clube de Rolândia - Paraná! Fundado em 28 de Abril de 1947, o time de Rolândia é um dos primeiros clubes de futebol profissional do Norte do Estado.  O NAC foi o primeiro Campeão Norte Paranaense de Futebol em 1948; O Clube foi ainda a inspiração para a fundação do Londrina Esporte Clube (LEC), definida em Rolândia após um vibrante jogo contra o Vasco da Gama - RJ. Entre os fundadores do Londrina E.C. figurava o "carioca" Dr. Luciano de Andrade  que, anos antes, havia fundado e presidido o Nacional. Para ser sincero, o NAC é uma tradição familiar iniciada pelo meu Avô, José Farina Filho, de Abençoada Memória. Para nossa tristeza, em 2010, o NAC foi rebaixado para a Segunda Divisão do Paraná. Segundo apuramos com a Diretoria, o clube estará confirmado - com ou sem Parceria - na Divisião de Acesso deste ano.  Vários jogadores serão de "pratas da casa,"  campeões da última Copa Sul Americana de Futebol Sub-17/2011. Portanto, valerá a pena comparecer ao Estádio Erich Georg e torcer pelo Alvi-Anil! Nós também já entramos nesta corrente! Prestamos nossa singela homenagem ao Guerreiro, levando seu estandarte ao ponto culminante do Norte do Estado: o Pico Agudo! Avante e Sempre NAC: 63 anos de Paixão e Tradição!



ODE AO DESPERTAR


Transpor barreiras n´alma estabelecidas;
Romper com dogmas e estigmas de pecado;
Deixar do ego ruírem - sombras do passado -
As colunas de barro em ouro revestidas.

Cada passo, cada linha é despertar;
Renascer é rompimento.
Aprender a magia do viver,
É amar ao Eterno sem constrangimento.

Fugir da mesmice e da morte
É sempre indagar à procura do Norte,
Ou simples fantoches, bastardos culturais,
Seremos nas mãos de senhores feudais.

Nas distrações de várias naturezas
Vivem os homens plenos de incertezas.
É "colorido" o mundo que herdamos,
Que já não responde ao que indagamos.

O cálice sagrado da sabedoria
Na noite escura d'alma procuremos!
Em nosso caminhar dia após dia,
É superando empeços que venceremos.

Antento ante tantas quedas e naufrágios,
De pé, com destemor, permaneçamos!
- Que o véu se rasgue aquele que merecer -
E nossa mão ao neófito estendamos!

Vivamos como as aves sobre a terra -
Não como vermes junto a carne morta!
Rever conceitos, lapidar mazelas,
Ou fechada permanecerá a Porta!

(Tribuna do Vale do Paranapanema - 28 de Fevereiro de 2003)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Lei de livre acesso é arquivada na Câmara!


É com pesar que reproduziremos a triste notícia veiculada em Altamontanha. O Projeto de Lei nº 7.014/10 que dispõe sobre o livre acesso à Montanhas e Monumentos Naturais, de autoria do ex-Deputado Federal Fernando Gabeira (PV-RJ), foi arquivado pela Câmara dos Deputados.

Pela proposta, ficava assegurado ao praticante de esportes ao ar livre e cidadãos em geral o trânsito pelos caminhos, trilhas, travessias e escaladas já constituídas que conduzem a esses sítios e, também, por caminhos novos, necessários para dar acesso a sítios ainda inexplorados.

Em uma e outra situação, em caso de eventual conflito entre proprietário e montanhistas, o órgão ambiental municipal ou estadual, conforme o caso, deveria intervir e delimitar as vias de acesso mais adequadas. A Lei, no entanto, foi arquivada e, agora, tem destino incerto.

O outro Projeto (PL nº 7.288)

No entanto, o Projeto de Lei que traz limitações à prática independente de Esportes de Aventura continua em pauta. Trata-se das emendas do Projeto de Lei (PL) 7.288/10 de autoria do ex-Deputado Federal Marcelo Teixeira (PR – CE).

Nas emendas propostas pelo parlamentar, o PL que saiu do Senado de maneira favorável à prática independente de esportes de aventura, acabou sendo reconfigurado para limitar a prática individual e amadora, exigindo certificações e abrindo  para as empresas de turismo um novo mercado, pois elas ficaram isentas de certificação das Entidades que administram os desportos de aventura.

Tal lei burocratizará a prática informal e amadora, transformando o Brasil, no primeiro país no mundo em necessitar de certificação para escalar, mergulhar, fazer trilha e outras atividades ao ar livre de forma amadora. Se arquivaram o PL do Gabeira, por quê não arquivaram este Projeto esdrúxulo?