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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Crítica à estatização!


Fernando Pessoa é o Grão Mestre da Língua Portuguesa. Nos últimos dias, realizei uma leitura dos Ensaios reunidos na Obra intitulada A Essência do Comércio. Preparei algumas notas que julgo pertinentes - face ao aumento da interferência Estatal na Sociedade contemporânea: "A administração de Estado só é admissível quando é inevitável, e só é inevitável num caso anormal, a guerra, e ainda assim, só para certas indústrias e comércios (...) A Administração pelo Estado de uma indústria ou comércio é prejudicial ao Estado, porque todo o comércio ou indústria mal administrado é prejudicial em si mesmo; Os riscos, e pois os prejuízos, da administração de Estado estão evidentemente na razão direta  da extensão com que essa administração intervém na vida social espontânea. Máximos nos regimes reformadores (Marxistas) que pretendem organizar de novo uma coisa chamada <sociedade> que não sabem o que é nem a que leis obedece, esses riscos e essa extensão baixam à medida que a administração de Estado se aproxima da estrita atividade fiscal e tributária que só ao Estado compete" (...) Com efeito, o Estado deve concentrar seus esforços  em setores onde têm falhado: Segurança, Saúde e Educação conforme leciona o Mestre: "É pois evidente que quanto mais o Estado intervém na vida espontânea da sociedade, mais risco há, se não positivamente mais certeza, de a estar prejudicando; Mais risco há de estar entrando em conflito com leis naturais, com leis fundamentais da vida, que como ninguém as conhece, ninguém tem certeza de não as estar violando. E a violação das leis naturais tem sanções automáticas que ninguém tem o poder de esquivar-se. Pretendendo corrigir a Natureza, pretendemos realmente substituí-la, o que é impossível e resulta no nosso próprio aniquilamento e do nosso esforço (...) Aliás, quem tem uma notável competência administrativa emprega hoje a sua atividade em campos mais apropriados que a governação de países." Como todos os escritos do Mestre: Tais notas são atemporais! 

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