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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Desvios cíclicos do socialismo...

Imre Kertész: Nobel de Literatura, 2002. 

Extremamente reprováveis as agressões promovidas por alguns militantes de esquerda contra a blogueira cubana Yoani Sánchez. Tais demonstrações de ódio e intolerância nos levam a crer que, caso alcançado o poder absoluto, este tipo de gente repetirá todos os crimes praticados em nome do socialismo através dos tempos. Recordemos alguns trágicos exemplos totalitários: Em nome do nacional socialismo dos trabalhadores, propriedades foram expropriadas e um povo foi sumariamente assassinado na Alemanha; Outros milhões perderam suas vidas em campos de concentração soviéticos, na revolução cultural chinesa, nos paredões de Cuba, etc, etc. Tais excessos foram retratados por incontáveis relatos, documentários, filmes e obras literárias como as do escritor húngaro Imre Kertész. Em seu título 'Eu, um outro', p. 11, 145 e 146, o Nobel de Literatura escreveu: "Está chovendo. Antigos líderes partidários fazem declarações na televisão. "Acreditavam" no partido. "Acreditavam" que houve "enganos", "erros", mas "acreditavam", por exemplo, que Stálin "não sabia" de nada, etc. Mas não se deve acreditar que eles não haviam confundido esses chavões com seu conteúdo verdadeiro, aquilo que chamavam de "crenças", com pensamentos e sentimentos verdadeiros. Conclusão: essas pessoas apostaram sua vida no mau uso da língua. Não é só isso, elevaram esse uso errado da língua a um consenso. Após sua partida deixaram atrás de si as vítimas do mal uso da língua e agora necessitam urgentemente de socorro moral, como se as palavras desvalorizadas por este mau uso, tal qual farrapos de papel que se desfazem, repentinamente pusessem à mostra suas feridas morais (...) Não se trata de esquecer uma época (socialismo real), como uma espécie de pesadelo: uma vez que este pesadelo eram eles próprios (líderes partidários). E, na verdade, ninguém ponderou se é possível viver após uma longa morte... Para a pergunta imbecil  se "você vê alguma diferença entre fascismo e comunismo", poder-se-ia dar esta resposta curta: o comunismo é utopia, o fascismo é a prática. O movimento partidário e o poder transformam o comunismo em prática fascista." Pesadelo latente!

Um comentário:

  1. Para mim, totalitarismo é totalitarismo. Pouco importa se foi promovido pelo Partido Operário Nacional Socialista dos Trabalhadores ou pelas Repúblicas Socialistas Soviéticas e seus satélites. A relação entre tais totalitarismos é a tônica na obra do imortal Imre Kertész.

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