terça-feira, 2 de abril de 2019

Seio, Pico ou Morro do Meio?

Pico do Meio e do Portal vistos da Serra Grande.

A conquista desta magnífica montanha de 1.135 metros de altitude no último dia 30 de Março (em breve publicarei o relato) me fez repensar a nomenclatura deste setor da Serra Grande de Ortigueira.
A história começa em 2007, ocasião de minha primeira peregrinação ao Pico Agudo. Na época, empreendi algumas pesquisas em Cartas Topográficas do IBGE buscando estradas de acesso, analisando altitudes, curvas de nível e os nomes dos seis principais Picos da Serra dos Agudos.
Foi assim que descobri que as duas montanhas ao sul da Serra Grande não possuíam denominação nos mapas oficiais. Em 2009, estive pela primeira vez na Chapada da Serra Grande, ocasião em que fiz belíssimos registros fotográficos. Infelizmente, não houve tempo para subir as montanhas “sem nome”.
Naquele tempo publicava as imagens no Panoramio, extinta plataforma vinculada ao Google Earth. Como não gostava de fotos sem título decidi batizar a extrema elevação sul como Portal (por ser a primeira no sentido do fluxo do Rio Tibagi) e a segunda, por razões óbvias, como Morro do Meio.
Para minha surpresa os nomes pegaram e acredito que deve ser pelo seguinte motivo: Quando o pessoal começou a descobrir os Agudos, as poucas referências que existiam na internet eram, justamente, as nossas fotos no Panoramio...
Muito bem. Então a história da nomenclatura dos Picos está resolvida, certo? Errado! Quando retornávamos do cume do Pico do Meio conhecemos Lucrécia Guerreiro, 56 anos, bisneta de pioneiros, nascida, criada e apaixonada pela região. Ela contou que em Sapopema os dois Picos são conhecidos como “Seios de Moça” devido ao ângulo de observação deles.
Seio, Pico ou Morro do Meio? O correto seria “Pico do Meio” vez que, segundo o dicionário, morro é uma “pequena elevação num terreno plano; outeiro; monte de pouca elevação; colina”. Vê-se bem que não é o caso de nossa querida Montanha!

Escarpas no Cume do Pico do Meio de Ortigueira!

sexta-feira, 15 de março de 2019

Simbolismo do Terceiro Grau!



Acabo de concluir a leitura da Obra ‘Simbolismo do Terceiro Grau’, do Irmão Rizzardo da Camino, de abençoada memória. Trata-se de uma objetiva instrução sobre a filosofia e objetivos do Grau de Mestre Maçom. Além de valiosas reflexões sobre a tradicional lenda de Hiran Abiff, Camino destaca as múltiplas influências que a Maçonaria recebeu, ao longo da história, das Ordens de Cavalaria, Rosacruzes e Hermetistas, relacionando-as às origens e desenvolvimento do sistema de 33 Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito. Divergências à parte (há autores que procuram negar ou mesmo relativizar tais influências), a pesquisa do Irmão Rizzardo é bastante convincente e elucidativa para a compreensão do último Grau da Maçonaria Simbólica. Trata-se de uma leitura deveras gratificante.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Belezas de Tamarana: O Salto Senador!



O Município de Tamarana, Norte do Paraná, é pródigo em belezas naturais. Além dos tradicionais Salto Apucaraninha e Serra do Arreio, a região revela outras cachoeiras belíssimas como esta (aproximadamente 30 metros) localizada na Fazenda Senador. Como se trata de propriedade privada, ter autorização é fundamental para se conhecer o local.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Pico Abrolhos: 15 anos depois!

Caliandra no Cume do Abrolhos...

Desde a infância, o Marumbi povoou os meus sonhos. Ouvia com especial interesse os relatos de meu tio Roger Appel e dos Chefes Mauro Tribulato e Yuri Inêz. Sempre que descia a Graciosa com a família (rumo ao Litoral) extasiava-me com a imponência do Conjunto. Sentia uma espécie de ligação transcendental com as Montanhas, tal como o devoto diante de um Santuário...

Há 20 anos, ninguém falava nos Agudos em Rolândia. Para nós, Montanhismo era sinônimo de Serra do Mar e de Marumbi, em especial. Por estas razões programei minha auto-Iniciação neste Santuário (berço do Montanhismo brasileiro) em companhia do Irmão Iuri Gregório de Souza (ex-Agulhas Negras e na época estudante do ITA). Resumo: Estacionamos na Dona Siroba e subimos pela mesma rua. Seguimos pela linha do trem até chegarmos a Estação Marumbi. Atravessamos dois túneis sinistros e uma ponte alucinante!

Eu e o Thomas a caminho do Cume...

Caminhamos umas 3 horas até chegarmos ao Marumbi. Logicamente, o pessoal indicou o Abrolhos. Eis que no segundo lance da via ferrata, o Iuri disse que não iria além. Achei que estivesse brincando. Ele me olhou sério e disse: Farinão siga em frente sozinho... Me sinto mais seguro em um paraquedas! Tentei convencê-lo do contrário, mas não teve jeito: Acabei seguindo sozinho até o Cume!

Depois do Abrolhos, vieram o Olimpo, Paraná, Ciririca, Caratuva, Itapiroca, Tucum, Camapuã, Cerro Verde, Monte Crista, Araçatuba, Pico Agudo, Taff, Serra Grande, Serra Chata, Pedra do Baú, Torre da Prata, Morro do Sete e Agulha Reinhard Maack apesar dos compromissos como pai de três filhos...

Pois bem. Fazia tempo que ensaiava um retorno ao Abrolhos. Dali tem-se uma das vistas mais impressionantes do Marumbi! Esta imponente rocha granítica de 1.200 metros foi conquistada em 1938 por Alfonso Hatsbach, José Peón, Armin e Ana Henkel. Kozechen registra que a façanha foi notícia nos jornais da Capital

Panorâmica: Morro do Sete e Ibitiraquire.

Minha esposa, recém iniciada no Montanhismo (fez o Baú, PA e PP) estava na fissura pelo Marumbi. Como estávamos de férias em Guaratuba, deu para escolher o dia perfeito: 07 de Janeiro! Partimos com nosso filho Thomas (13 anos) e o sogro Júlio. Cruzamos o ferry boat (vou pular esta parte) e estacionamos a uns três quilômetros abaixo da Estação Eng. Lange.

Começamos a subir pela trilha noroeste perto das 11:30. O Thomas mandou muito bem! Vencidos os principais lances da via ferrata, a Pâmela me deu alvará para seguir com o Thomas. Chegamos ao cume às 13:30. Vista perfeita, um vento alucinante: Todos satisfeitos! Fomos a segunda equipe a subir o Abrolhos em 2019. A descida foi lenta. Felizmente, conseguimos carona de trem até a Eng. Lange e ainda ganhamos um pão quentinho dos funcionários da ALL. Sem dúvida, foi o dia mais perfeito que vivi no Marumbi... Valeu pessoal!!!

A equipe.