quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Loja Maçônica Peter Angermeyer é fundada em Rolândia!

O Patrono Peter Angermeyer.
 

O Sereníssimo Grão Mestre do Grande Oriente do Paraná, Vladimir Pires Martins autorizou o funcionamento provisório da Loja Simbólica Peter Angermeyer nº 215, no Oriente de Rolândia, pelo Ato nº 3.613 de 28 de Agosto de 2026. A iniciativa visa, além de expandir o Rito Francês, homenagear o Irmão Peter Angermeyer, de abençoada memória, ilustre personalidade maçônica no Norte do Paraná. Angermeyer foi membro fundador e primeiro Venerável Mestre da Loja de Pesquisas Maçônicas Hércule Spoladore Brasil nº 45, membro fundador da A∴R∴G∴B∴L∴S∴ Pitágoras nº 28 e Past Venerável Mestre da A∴R∴G∴B∴L∴S∴ Ciência e Trabalho nº 20, nos Orientes de Londrina e Rolândia. Os fundadores entendem que o nome e feitos maçônicos de Angermeyer devem ser preservados e legados às presentes e futuras gerações. A Loja terá reuniões quinzenais, visando congregar os praticantes do Rito Francês em Rolândia e região, além de proporcionar aos Irmãos da Delegacia de Arapongas a oportunidade de conhecerem e vivenciarem o Rito Francês, o fundador da Maçonaria especulativa. A Oficina é fruto do esforço conjunto de 22 irmãos integrantes de cinco valorosas Lojas Maçônicas do Norte do Estado, a saber: Jean Sibelius, François Voltaire, Frederico Chaubald Biscaia, Schröder Londrina e Pesquisas Maçônicas Hercule Spoladore Brasil. A Diretoria provisória eleita ficou assim constituída: Venerável Mestre: Paulo Augusto Farina. 1º Vigilante: Clodoaldo Machado. 2º Vigilante: Flávio Augusto Inocêncio. Orador: Paulo Cézar Altafim. Secretário: Adilson Roberto Dias e Tesoureiro Diego Augusto Adamszuke. “Embora sejam enormes os obstáculos e desafios que estamos enfrentando desde o início deste processo, a resiliência dos irmãos fundadores vêm se revelando maior ainda e isso nos motiva a seguir em frente” resumiu o Venerável provisório eleito.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

De volta ao Teatro Mágico...


Lá pelos meus vinte anos, fui um leitor contumaz de Hermann Hesse. Em Rolândia (cidade de cultura alemã) sempre houve um informal ‘Círculo Hessiano’ e, naquela época, notava que alguns leitores na faixa dos quarenta e cinquenta anos voltavam ao Teatro Mágico ao recomendá-lo e discuti-lo com os mais jovens. Eis que hoje sou eu quem está chegando à idade de Harry Haller e retorna ao Círculo. Tudo começou da seguinte maneira: há alguns anos, procurava formas de aproximar meu filho mais velho da alta literatura. Falei de Hesse, Dostoievski, Appelfeld, Camus, Kundera e muitos outros autores que marcaram minha juventude. Como ele sempre teve aptidão para exatas, não prestava muita atenção ao assunto, até ganhar O último verão de Klingsor de um amigo (a quem eu mesmo indicara Hesse na juventude). Thomas leu, apaixonou-se por literatura e acabou lendo muitos dos autores que também li com sua idade. Hoje, ele está formando sua própria biblioteca (coisa que nunca fiz com rigor) e, para minha alegria, formou um acervo de Hesse com títulos que ainda não havia lido: Eis que o ciclo se repete... para os raros! 

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Sobre crentes e ateus...

 

Desconfio da convicção de todo ateu pela mesma razão que desconfio da certeza de todo crente: Se é impossível para a mente humana captar e compreender a grandeza do universo (que é finito) quem dirá a sua origem (no infinito).

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Maçonaria & Companheirismo

 

Pelo título você poderá pensar que encontrará aqui comentários sobre a célebre obra de René Guénon. Não. Tomei o título emprestado apenas para tecer uma breve reflexão acerca de meu aprendizado ao longo de trinta anos na Ordem DeMolay e nove na Maçonaria. Desde os idos de 1996, compreendi o valor do companheirismo. Esta é, aliás, uma virtude cardeal da Ordem DeMolay. Guardo no coração o nome e a lembrança de cada Irmão que esteve ao meu lado ao longo desta longa jornada. Definitivamente: Nossas cerimônias não são fórmulas vazias! Elas nos ensinam que não podemos falsear nossos votos, amigos e irmãos. Com efeito, se você deu sua palavra ou assumiu um compromisso, mantenha! Contratos só deveriam ser necessários no mundo profano. Durante três décadas tenho me esforçado em viver por este ensinamento. DeMolay e Maçonaria não dizem respeito apenas aos cargos exercidos. É estar ao lado dos irmãos, apoiando e orientando. É discordar no privado, apoiar em público ou permanecer em silêncio quando não for possível falar bem de um Irmão na presença de um não iniciado. Muitas vezes é difícil? Sim. Principalmente quando um irmão nos abandona ou magoa. Mas, observem: Quantas vezes isso não ocorre no seio de nossa própria Família? Pouco tenho lido em nossas publicações (ou ouvido em nossos Templos) sobre o valor que têm o padrinho em nossa jornada. Jamais se esqueça: Foi ele quem lhe deu o primeiro voto de confiança. Foi graças a ele que as portas da fraternidade se abriram para você. Desmerecer ou abandonar seu padrinho é como desmerecer a um pai. Desmerecer o Capítulo ou a Loja que te iniciou (por ego ou vaidade) é como virar as costas à família. Sua Loja (ou Capítulo) pode não ser a maior, a mais velha ou mais badalada, mas foi a Loja que lhe recebeu! Foi por ela que você passou a ter um vínculo indelével com a Maçonaria Universal. Você pode mudar de Loja, Capítulo ou Potência por diversas razões ou necessidades, mas procure manter intacto esse vínculo em seu coração. Lembro-me de uma ocasião em que me perguntaram (com certa ironia) porque eu não havia sido iniciado em tal e qual Loja. Respondi apenas o seguinte: Um maçom iniciado em uma “pequena” Loja é menos maçom do que o iniciado em uma Loja "maior"? Creio que não! Não se mede um maçom pelo cargo, Loja, Rito ou Potência. Se mede por sua dedicação à família, aos estudos, ao trabalho e aos irmãos. Em Loja e fora dela! Jamais procure na Ordem cargos, honrarias ou status, pois: Tudo isso é vaidade e vento que passa! Seja grato ao seu padrinho e aos irmãos de sua Loja mãe - por mais divergências que tenha com um ou outro Irmão. Por fim, registro meu testemunho: Sou grato ao Capítulo Getúlio Pereira Salerno, à Loja François Voltaire e aos meus padrinhos Geraldo Gonçalves Filho (de abençoada memória) e Clodoaldo Machado. Grandes maçons. Exímios escotistas! Ao longo de três décadas fui padrinho de vários Irmãos nas Ordens DeMolay e Maçônica. Imagino como agiria se um deles, algum dia, me decepcionar... Pois bem. Deixaria o tempo amainar a tristeza e os perdoaria, afinal: Esta deve ser a atitude de um pai e, guardadas as devidas proporções, também a de um padrinho! Tenho dito.