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| Pico Jurapê, em Joinville |
11 de fevereiro demos sequência a nossa peregrinação anual pela Serra do Mar Norte Catarinense, aproveitando nossa estadia em Guaratuba. A montanha da vez foi o Jurapê (1.149 metros s.n.m.), berço do montanhismo catarinense e considerada uma das mais difíceis do Estado, pelos montanhistas vizinhos.
Chegamos ao início da trilha seguindo o Maps e logo identificamos a porteira. Fomos seguindo a intuição (estou nessa vibe primitiva há mais de 20 anos, pois ainda não comprei um GPS). Fiquei aliviado quando encontrei a segunda porteira com uma placa da prefeitura sobre cuidados com os macacos. Já eram 9h.
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| Thomas fazendo macaquices |
Subimos uns 70 metros rio acima e nada de trilha. Perdemos uns 40 minutos e notei que o Thomas estava ficando preocupado. Falei para ele que, como não tínhamos GPS, o jeito era voltar até a placa do macaco e procurar a trilha certa. Fui na frente e antes de chegar à porteira notei um rastro à direita...
Parei, olhei e notei uma fita desbotada. Era por ali. Alguns metros à frente deixamos o capim e entramos na Mata Atlântica. Percebi que dali em diante não teria erro, pois é uma trilha consolidada. Aceleramos mesmo sob o calor infernal de verão: Em pouco tempo já estávamos enxarcados dos pés à cabeça!
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| Thomas na cachuzinha |
Subimos
o lance de correntes e mais um tanto antes de chegar ao primeiro mirante para o
Jurapê. Ainda havia um longo aclive pela frente. Logo chegamos ao segundo
córrego e dali para cima o Thomas foi valente. O calor intenso somado a alta
umidade da mata tornavam a montanha uma verdadeira sauna!
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| Cume do Jurapê, visto da trilha |
Chegamos
ao cume próximo às 12h30. Segui a trilha até o mirante de onde se observa uma
visão privilegiada de Joinville, cidades do entorno, planície litorânea, baía
da Babitonga e parte da ilha de São Francisco. O Thomas foi descansar sob uns
arbustos e pus-me a procura da caixa do livro de cume.
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| Thomas no mirante para Joinville |
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| Assinando o livro de cume |
Após 1h no cume o
Thomas já estava recomposto e pior: com pressa! Queria passar em uma tabacaria
em Joinville para comprar fumo de corda. Partiu na frente, acelerando. Eu fui
atrás... Até disse para ele que daria
tempo, mas jovem é foda. Acabei escorregando e bati a costela em um tronco. Levantei
e pensei: Isso aqui vai doer umas 2 semanas... Que falta faz uma cargueira nas
costas!
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| Um dos mirantes da trilha |
Ao chegar na cachuzinha, paramos. Uma água gelada na costela me fez bem... Comemos o resto do lanche e fumamos. Recompostos, seguimos em bom ritmo. Chegamos ao carro perto das 16h com tempo de sobra para visitar a tabacaria. Como o Thomas estava na boleia, paramos em uma pizzaria onde tomei 1,5 litros de choop em minutos: Um brinde à Montanha de Schmalz!







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