Lá pelos meus vinte anos, fui um leitor contumaz de Hermann Hesse.
Em Rolândia (cidade de cultura alemã) sempre houve um informal ‘Círculo
Hessiano’ e, naquela época, notava que alguns leitores na faixa dos
quarenta e cinquenta anos voltavam ao Teatro Mágico ao recomendá-lo e discuti-lo com os mais jovens. Eis que hoje sou eu
quem está chegando à idade de Harry Haller e retorna ao Círculo. Tudo começou
da seguinte maneira: há alguns anos, procurava formas de aproximar meu filho
mais velho da alta literatura. Falei de Hesse, Dostoievski, Appelfeld, Camus,
Kundera e muitos outros autores que marcaram minha juventude. Como ele sempre
teve aptidão para exatas, não prestava muita atenção ao assunto, até
ganhar O último verão de Klingsor de um amigo (a quem eu mesmo
indicara Hesse na juventude). Thomas leu, apaixonou-se por literatura e acabou
lendo muitos dos autores que também li com sua idade. Hoje, ele está formando
sua própria biblioteca (coisa que nunca fiz com rigor) e, para minha alegria, formou um acervo de Hesse com títulos que
ainda não havia lido: Eis que o ciclo se repete... para os raros!
segunda-feira, 13 de julho de 2026
De volta ao Teatro Mágico...
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