segunda-feira, 28 de novembro de 2022
2022: Eleições sob suspeita!
terça-feira, 1 de novembro de 2022
Nota sobre a "vitória" de Lula
Não houve lisura e equidade no processo eleitoral. A "vitória" de Lula (pouco mais de 1%) marcada pela descondenação, censura, radiolão, ativismo judicial e midiático causou uma mobilização popular sem precedentes logo após a divulgação do resultado: Fora Lula!
sábado, 30 de julho de 2022
Siririca - Marco 22 (via Interagudos): Clássica Travessia do Paraná!
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| Na icônica Placa do Siririca. |
Um mês após a jornada
no Picadão
do Cristóvão a abstinência das montanhas já era sentida. Foi então que o Irmão Derlan
Quinhone (Habib) comentou que queria fazer a Alpha
- Ômega e eu (egoísta que sou) lancei uma contra proposta: Bolinha – Marco 22!
Meu cunhado Lucas Zerbinati imediatamente abraçou a ideia e fechamos a equipe
com meu filho Thomas, de 16 anos.
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| Ascensão noturna. |
Registro que a trilha está mais fácil
que em 2009, ocasião em que estive no Siririca acompanhado dos Irmãos de Londrina, Zero (Diego Gonçalves), Malinha (Alexandre Ferreira) e Zé
Marcelo. Na época cogitamos a Travessia Bolinha
– Marco 22, mas as péssimas condições climáticas impediram até mesmo um ataque
aos Agudos. Foi um baita perrengue, porém ótima experiência.
Alcançamos o Siririca à 1h30, sem maiores percalços. Montamos o acampamento, fizemos um rango e caímos no sono. O frio da madrugada me despertou antes do alvorecer e saí para testemunhar um Sábado perfeito para a realização da Interagudos! O pessoal saiu das barracas perto das 7h. Tomamos café, assinamos o livro, subimos nas icônicas placas e fizemos algumas fotos...
Às 9h iniciamos a temida descida do Siririca. O visual transcendental dos Agudos compensou o receio criado pelos relatos consultados. O rastro da trilha é perceptível para qualquer montanhista experiente, logo não foram necessárias consultas ao GPS. Perto das 10h chegamos à bifurcação do Lontra. Largamos as cargueiras e alcançamos o cume às 10h40. O livro estava encharcado. Após uma pausa para fotos, seguimos em frente...
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| Os Agudos do Ibitiraquire: Lontra, Cotia e Cuíca. |
No agradável interior de um vale,
fizemos uma pausa para lanchar. Logo acima encontramos a bifurcação para a
Colina Verde. Como nosso objetivo era outro, seguimos em frente. Um pouco além,
identificamos o cruzo para a Interagudos, largamos as cargueiras e partimos
para o ataque ao Cotia. Embora Habib já demonstrasse sinais de cansaço, sua
obstinação era admirável!
Atingimos o cume perto das 14h. Assinamos o livro e ficamos descansando durante meia hora. Para mim já era evidente que Cotoxós e Arapongas ficariam para outra oportunidade, mas não havia problema: Estar naquelas extraordinárias montanhas estava valendo todo o esforço logístico, mental e físico. Novamente com as cargueiras no lombo, rumamos para a montanha mais remota do Paraná: O Cuíca. Embora o rastro da trilha fosse perceptível, o progresso era lento em meio a vegetação fechada... A trilha segue pela borda do paredão, com visuais alucinantes do Cotia e da Planície Litorânea.
Às 16h, saindo da macega que antecede o cume, o Habib exclamou: Tem uns caras ali! Espantado, olhei para frente e reconheci Élcio Douglas, uma lenda do Montanhismo Paranaense (mentor da Interagudos e da Alpha-Crucis) com quem me correspondia virtualmente há anos! Élcio bradou: Farina! Lugar de montanhista se encontrar é na Montanha! De preferência em uma lazarenta, difícil de chegar e que quase ninguém vai! O diálogo fluiu animado...
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| Com Élcio Douglas no cume do Cuíca. |
Élcio narrou que estava ali para concluir
o último trecho da Interagudos (uma ligação entre Cotia e Lontra que encurtará
a pernada em 1h). Nós lhe contamos sobre a Travessia
Portal-Serra
Grande aberta nos Agudos
do Tibagi em 2020. Élcio sugeriu que
ultrapassássemos a Garganta 235 para acamparmos no Pouso do Remanso e dado o
adiantado da hora, cada um seguiu seu rumo...
Após uma incrível superação do Habib, alcançamos o Agudo Marmosa por volta das 17h. Assinamos o livro, lanchamos e consultamos os mapas. Estava claro que teríamos que seguir por uma trilha inédita (para nós) a noite. Concentração total, progresso lento e alcançamos a Garganta 235 perto das 18h30. O local é péssimo para acampamento: Terreno irregular, muitas pedras e umidade. Para minha surpresa, o Habib exclamou: Aqui não dá, vamos em frente!
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| Equipe no cume do Agudo Marmosa. |
Com as trevas imperando na Serra, após
breve descanso, seguimos. Tomamos alguns perdidos de 20, 30, 50 metros... Nada
desesperador. Em nossa marcha lenta, porém decida e atenta, chegamos ao Remanso
próximo às 20h. Área excelente, plana, ao lado de um córrego e ao abrigo da
Mata Atlântica!
Às 21h30 embarcamos em uma merecida noite de sono. Despertamos às 7h dispostos a completar a Travessia. Tomamos um café, desmontamos o acampamento e pé na trilha! Estávamos mais animados, pois sabíamos que o “pior” já havia passado. Seguimos sem grandes perdidos, até chegar ao Dique Diabase que antecede o impressionante Salto Mãe Catira.
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| Salto Mãe Catira ou Cachoeira da Santa. |
Dali são cerca de 5km até o Marco 22 e mais 2,1km até a Casa Garbers. Faltando cerca de 2 km para alcançarmos a Estrada da Graciosa, decidimos dividir a equipe (afinal teríamos mais 470 km até Rolândia e 320 até Guarapuava). O Lucas e o Thomas partiram para buscar o carro e eu segui com o Habib.
Chegamos ao Marco 22 no Domingo às 14h30. Veículos, motocicletas e ciclistas desciam e subiam a Graciosa... Alguns buzinavam para nós! Talvez soubessem o significado desta cena: Duas mochilas apoiadas no obelisco de granito e dois esquisitões; O primeiro desmaiado no gramado e o segundo (com cara de louco) rindo sozinho, fumando cachimbo, acenando e gritando de volta!
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| Final da Travessia no Marco 22. |
sábado, 19 de março de 2022
Preconceito estético e as eleições de 2022!
Já
fui esquerdista e dos mais tresloucados! Fazia verdadeiros malabarismos mentais
para tentar justificar a ideologia. Estudava com afinco a história da União
Soviética e seus satélites na tentativa de encontrar uma explicação para os horrores e o colapso do socialismo. Anos mais tarde fui encontrá-la na Escola Austríaca de
Economia.
Recordo
do meu processo de conversão: Após perder a fé no socialismo e transitar algum tempo pela
social democracia, o mais difícil foi vencer o preconceito lastreado
pela estética politicamente correta. Confesso que nas primeiras vezes
que me rotularam como “direitista” e “reacionário” um calafrio percorreu minha
espinha...
Há
quinze anos, não existia movimento liberal-conservador organizado no Brasil.
Havia Olavo de Carvalho, a Escola Austríaca incipiente e algumas tímidas vozes
dissonantes da hegemonia esquerdista na mídia e na internet. Me sentia em um
deserto e as perspectivas políticas eram as piores possíveis no curto e médio prazo...
Os
eventos de 2013 marcaram o início do meu rompimento com o preconceito estético.
Creio que para muitos. Já não me incomodavam os rótulos que os antigos
“companheiros” lançavam contra mim. Pelo contrário: De liberal envergonhado
passei ao contra-ataque em meu blog pessoal e em uma coluna semanal que
mantinha no Jornal Manchete do Povo. Era o que estava ao meu alcance...
No
curto espaço de três anos, conseguimos o inimaginável impeachment da quadrilha
do PT & CIA. No cenário político, entretanto, não tínhamos um panorama viável no campo liberal e conservador. Todos se lembram: Bolsonaro era uma figura caricata e constantemente ridicularizada pela grande mídia.
Novamente,
foi preciso coragem para romper o preconceito e apoiar o candidato de
um partido nanico, sem tempo de televisão e coligações. Para a surpresa geral,
o crescimento de Bolsonaro foi exponencial deixando o establishment
atônito e motivando a tentativa de assassinato perpetrada por um ex-filiado do
PSOL. O final da história, sabemos: Contrariando todas as pesquisas, Bolsonaro foi eleito!
Mesmo
diante do sucesso de seu governo nos mais variados setores (apesar da pandemia,
guerra na Ucrânia, complô midiático e ativismo do STF) é preciso reconhecermos
que o preconceito estético contra Bolsonaro é resiliente mesmo entre eleitores
que não são esquerdistas. Obviamente estes eleitores, direta ou indiretamente, ainda são influenciados pelas narrativas fabricadas pela intelligentsia.
Pragmaticamente, o cenário em 2022 é mais favorável: Temos milhões de militantes que já venceram esse preconceito inconsistente. Estamos mais organizados. Nossa capacidade de mobilização foi novamente demonstrada no último 07 de setembro. Teremos tempo de televisão, coligações e palanques em todos os Estados. Nas redes sociais o engajamento é forte ao ponto dos nossos adversários apelarem para a censura. Entretanto, é preciso não demolir pontes com eleitores em potencial e desenvolver estratégias para combater o preconceito estético que segue sendo reverberado pela mídia enviesada.








