sexta-feira, 6 de agosto de 2021
Sobre Tabacos e Cachimbos!
sexta-feira, 30 de julho de 2021
Prata: O Distrito fantasma de Cambé!
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| Capela Santa Terezinha no Distrito da Prata. |
Com o declínio da cultura cafeeira após a geada negra de 1975, houve um grande êxodo rural. Ainda hoje é possível encontrar ruínas de igrejas, vendas e vilarejos em praticamente todos os Municípios do Norte do Paraná. Infelizmente, com o passar do tempo, esta história está desaparecendo. Neste fim de semana, decidimos revisitar um Distrito de Cambé, outrora pujante, com Cartório, Igreja, Escola, Salão Comunitário e até um Cemitério. Trata-se da Prata. Estive duas vezes lá, de passagem, nos velhos tempos de MTB. Desta vez, retornei com a Família para procurar as ruínas do antigo Cemitério, ou melhor: o que sobrou dele! Em rápida pesquisa na internet encontrei a Lei Municipal nº 362/78 que, em seu Artigo 14, inciso I, enumerou os dois cemitérios convencionais do Município vizinho: “o cemitério municipal de Cambé e o localizado na sede do Distrito da Prata”. Assim sendo, a Lei atesta que o Cemitério esteve ativo, pelo menos, até o ano de 1978. Jair Zerbinati, nascido no Distrito, narra que a área do Cemitério possui um solo piçarrento. As covas eram rasas, sendo comum o sepultamento de corpos envoltos em lençóis brancos... Por esta razão, diversas vezes, encontraram covas reviradas por tatupebas carniceiros... Pois bem. Munido destas informações, convidei meu cunhado Tuka e partimos de Rolândia às 15h. Chegamos à Prata perto das 16h. Estacionamos na Igreja abandonada e passeamos pelas ruínas da escola e salão comunitário. Hoje restam no Distrito 5 casas. Decidi procurar o Cemitério em um capão de mato atrás da Igreja. Nem um sinal de jazigos, tijolos, etc... A família começou a me olhar desconfiada, mas não me dei por rogado! Ao retornar aos veículos encontrei um morador que me informou a localização do Cemitério. Segui pela estrada 400 metros pra frente da Igreja. Ingressamos em uma plantação à esquerda e caminhamos 200 metros até o antigo Cemitério (hoje um capão de mato com aproximadamente 3.700 m2). Não há trilhas e a mata é uma quiçaça repleta de colonhão, cipós e árvores pioneiras... Logo começamos a observar restos de tijolos, potes de vidro, metal e telhas de cerâmica. Aqui e ali registrei a presença de vegetais exóticos, provavelmente plantados na época em que o Cemitério estava ativo. Meus filhos e o cunhado decidiram retornar e eu continuei investigando melhor a área. Mais adiante, próximo as ruínas de um jazigo, encontrei uma coroa funerária e uma cruz metálica que, coincidentemente, havia sido registrada por estudantes da UEL anos atrás... Em resumo: A Prata está sendo corroída pelo tempo! Em breve só restarão causos, lendas e logo chegará o dia em que, lamentavelmente, todas estas memórias serão perdidas!
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| Cruz e coroa metálica do Cemitério abandonado. Foto Danilo Amaral. |
sexta-feira, 11 de junho de 2021
Puro Montanhismo vem aí!
O montanhismo paranaense será brindado com mais uma brilhante obra. Escrita por Júlio César Fiori e orientada pelo lendário Henrique Paulo Schmidlin (Vitamina) o livro de 365 páginas é uma autêntica enciclopédia sobre todas as fases do Montanhismo Paranaense (desde a conquista do Marumbi, em 1879, até os dias atuais). As empreitadas pioneiras nas principais montanhas da Serra do Mar estão perfeitamente ambientadas nos respectivos contextos históricos tornando a narrativa ainda mais interessante e envolvente. Os detalhes das incursões, mapas, planejamento, relatos e fotografias de época constituem um valioso trabalho de pesquisa. A obstinação dos principais personagens do nosso Montanhismo é retratada em uma prosa da mais alta qualidade literária. Outro inegável mérito é manter viva a tradição, o pioneirismo e o espírito de conquista do Montanhismo Paranaense nestes 141 anos de História. Nesta obra apaixonante e inspiradora, tive a honra de colaborar, modestamente, com um Capítulo sobre os Agudos do Tibagi. Sem dúvida, trata-se de uma leitura que expandirá os horizontes de todos os amantes das nossas Montanhas!
quinta-feira, 10 de junho de 2021
Mais uma batalha vencida!
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| Algumas horas após o procedimento... |
Nos últimos anos as provações se
sucederam de maneira mais intensa. Aos 36, fui acometido por uma retite inespecífica
que me afligiu por dois anos. Vencida esta enfermidade, por insistência de
minha esposa, fiz minha primeira consulta ao cardiologista. Foi quando descobri uma arritmia ventricular
complexa. Fiquei atônito com a notícia, afinal pratico esportes desde
a adolescência e nunca senti qualquer mal-estar... Achava estranho não conseguir contar as pulsações após os tiros de natação, mas ali estava a resposta! Dr. Sant´Ana receitou
um tratamento com hemifumarato de bisoprolol e eu segui minha rotina
assintomática de trabalho e esportes por dois anos... No fim de 2020, resolvi retornar ao médico e novos exames indicaram que, apesar da medicação,
as arritmias estavam em 33%! Eram mais de 29.000 por dia! Foi foda... Meu médico pediu uma ressonância magnética do
coração para investigar possíveis causas. Este exame é do balacobaco,
principalmente durante o estresse farmacológico provocado por Dipiridamol. Pois
bem. Felizmente, a ressonância revelou que tenho um coração saudável, logo minha arritmia provavelmente era de origem congênita. Preocupado, meu
cardiologista resolveu dobrar a dose do medicamento, enquanto eu (por conta
própria) resolvi cortar a cafeína e reduzir a nicotina. Em maio repeti o Holter
e as arritmias continuavam superiores a 30%. O
médico explicou que poderíamos tentar outras drogas, mas, com o tempo, os
efeitos colaterais seriam inevitáveis. Deixar a situação como estava também não
era opção, pois, com os anos, a arritmia poderia me levar à insuficiência
cardíaca. Foi então que ele me recomendou fazer uma ablação. Este procedimento,
por cateter, identifica a origem da arritmia e a cauteriza, eliminando o
problema. Topei na hora! Ele me encaminhou ao Dr. Cláudio Caetano de Faria Jr. que
solucionou minhas dúvidas e marcou a cirurgia. Tudo isso levou duas semanas. O procedimento foi tranquilo. Dr.
Cláudio revelou que o foco da arritmia estava no interior do músculo cardíaco, o que
exigiu uma minuciosa cauterização. Fiquei seis horas em recuperação e recebi alta no mesmo dia. Minha esposa tem auscultado meu
coração e não notou nenhuma arritmia até o momento! Em duas semanas passarei por nova avaliação. Segundo os médicos, com o
coração normal, terei mais disposição, embora esta nunca tenha me faltado nestes
40 anos. Em poucos dias retornarei ao trabalho, logo mais aos treinos e após um
mês, à Montanha onde pretendo lançar-me em mais uma empreitada inédita em
parceria com nosso Grão Mestre Henrique Paulo Schmidlin (o Vitamina) e seu Adjunto,
o Grande Júlio César Fiori. Meus agradecimentos à equipe médica e aos que oraram pelo sucesso do procedimento! Le Chaim!




