Rolândia está em uma encruzilhada: De um lado, promessas de empregos e impostos... De outro, os direitos fundamentais à qualidade de vida e ao meio ambiente sadio e equilibrado. As preocupações dos cidadãos, agricultores e ambientalistas se justificam. Em 2002, devido à falhas fiscalizatórias, ocorreu um grave acidente com chumbo em uma fábrica de baterias no Município de Bauru-SP. Segundo o Wikipedia, o chumbo é um dos mais perigosos metais tóxicos pela quantidade e severidade dos seus efeitos. Pode ter efeitos no sangue, medula óssea, sistema nervoso central, periférico e rins, resultando em anemia, inapetência (anorexia), encefalopatia, dores de cabeça; dificuldade de concentração e memorização, depressão, tonturas, sonolência, fadiga, irritabilidade, cólicas abdominais e dores musculares, dores nos ossos e articulações, insuficiência renal e hipertensão, além de ser tóxico para a reprodução humana. Em nosso caso, o Código Ambiental (Lei 2.855/2001), prevê Audiência Pública para discutir a questão. Será necessária ampla participação da comunidade. Devemos avaliar todas as garantias técnicas e jurídicas oferecidas pela empresa. Se deixarmos a decisão exclusivamente nas mãos do Poder Público, o caso de Bauru pode se repetir em Rolândia!
sábado, 25 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Rolândia magoada...
| Por Daniel Steidle, Educador Ambiental em Rolândia. |
Reuniram-se, no dia 20 de junho de 2011 na Prefeitura de Rolândia, a pedido de uma agricultora, Poder Público, representantes de uma indústria de baterias (que quer se instalar no Município), agricultores, ambientalistas, vereador e um jornalista local. Em clima tenso e “magoado” ficou pouco espaço para explicações técnicas. A indústria pretende pulverizar baterias usadas separando componentes como chumbo, ácido e plástico para serem reaproveitados. Além disso, fariam montagem de baterias. Segundo a empresa “as normas de segurança e fiscalização seriam as melhores possíveis”. Os agricultores expressaram sua mágoa de serem surpreendidos com o plano em etapa tão adiantada de projeto. Suas atividades e moradias seriam diretamente atingidas por mais bem elaborado que seja o projeto. Pediu-se cópia do projeto o que foi “por enquanto” negado com a alegação que ainda precisa ser trabalhado. Foi sugerido um plebiscito. O prefeito se disse magoado, pois se foi eleito por tantos mil habitantes do município, assim sua opinião deveria prevalecer. Os ambientalistas foram “neutralizados” com a afirmação do prefeito de “ter um ambientalista de carteirinha (seu então diretor do meio ambiente há dois anos e meio), escolhido o local”. Foi afirmado que o projeto já passou pela Câmara dos Vereadores, o que não se confirmou por vereador presente. Afirmou-se que o projeto passou e foi aprovado pelo COMDEMA (Conselho de Defesa do Meio Ambiente de Rolândia) o que levantou a questão da real representatividade deste Conselho. Nas reuniões e votações do Conselho prevalece a decisão do Poder Público. Os agricultores pediram tempo para poderem se informar melhor. O prefeito relembrou da mágoa de não ter conseguido para Rolândia o lucrativo negócio do lixo metropolitano e comentou que a seguir viria a necessidade para Rolândia de um novo cemitério que “alguém teria que engolir”. Num clima de mágoa e agressão ficamos bem longe da união necessária ao desenvolvimento de um município que teria tudo para ser feliz. NOTA: A respeito da "escolha da área" vejam matéria abaixo: COVARDIA EM ROLÂNDIA!
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Covardia em Rolândia!
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| O prefeito de Rolândia, Joni Leman. |
Não dei ouvidos aos conselhos de vários amigos e estive com Johnny Lehmann por dez anos... José Perazolo, de abençoada memória, profetizou que seríamos traídos... Estava certo. Arrependo-me de ter aceitado um cargo de diretor, no quarto escalão, desta "administração"... Permaneci apenas alguns meses, tamanhas foram as desilusões que sofri, sofro e sofrerei. Peço, portanto, desculpas à Rolândia! Contudo, não posso aceitar que o Prefeito utilize meu nome (sem apresentar quaisquer provas ou documentos) como avalista de suas decisões! Esclareço que não estou trazendo (ou apoiando) a vinda de uma indústria de chumbo para Rolândia! Não tenho (ou tive) poder decisório sobre esta (e outras) questões! Portanto, Sr. Prefeito, tenha coragem de assumir seus atos!
terça-feira, 14 de junho de 2011
Qual será o futuro de Rolândia?
Rolândia vive uma crise de identidade e tal fato merece ser melhor analisado: 1) Já tivemos o título de “Rainha do Café”; 2) Vivemos o trauma de várias empresas poluidoras; 3) Estamos sob um autêntico holocausto vegetal; 4) Há centenas de animais abandonados em nossas ruas; 5) Somos manchete constante de notícias sobre violência; 6) A cidade está visivelmente suja e com alto índice de poluição sonora; 7) Estamos perdendo muitos cidadãos com raízes e história em Nossa Terra; 8) Estamos recebendo inúmeros novos conjuntos com pessoas que têm pouca ligação afetiva com a Cidade e seu Povo; 9) Não temos opções significativas de cultura ou lazer: Do passado recente sobram poucas lembranças que passam despercebidas e acabam por desaparecer (caso do Hotel Rolândia); Neste cenário de ausência de identidade, Rolândia é procurada por empresas que nem sempre são bem vindas em outros municípios. Mesmo assim, Rolândia continua conhecida positivamente graças ao esforço de cidadãos particulares: Que contrapartida ganham essas pessoas que promovem Rolândia? Porquê dar tamanha atenção a firmas forasteiras, enquanto estabelecimentos tradicionais estão para fechar? Qual futuro estamos semeando em Rolândia?
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