terça-feira, 16 de novembro de 2021

Capítulo Getúlio Pereira Salerno completou 25 anos!


Prefeito, DeMolays e Família na inauguração!

Todos os eventos programados por ocasião do Jubileu de Prata do Capítulo Getúlio Pereira Salerno nº 302 da Ordem DeMolay foram concluídos com sucesso. No dia 08, em sessão solene na Loja Maçônica Ciência e Trabalho foi descerrada uma Placa Comemorativa homenageando todos os Past-Mestres Conselheiros e ex-Presidentes do Conselho Consultivo. No dia 09, foram plantadas mais de 25 árvores nativas, frutíferas e ornamentais na Praça Jacques DeMolay (Jardim Campo Belo) deixando o local ainda mais bonito e agradável. Na ocasião foram plantadas mudas das seguintes espécies: Pau Brasil, Peroba Rosa, Figueira Branca, Araucária, Jerivá, Uvaia, Jaracatiá, Acácia Mandurana, Jacarandá, Quaresmeira, Paineira, Sibipiruna, Guapuruvu e Cerejeira do Japão. No Sábado (13) o Prefeito Ailton Maistro, acompanhado pelo Secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Audinil Maringonda Júnior, estiveram na Praça verificando os trabalhos desenvolvidos e participando da inauguração de um Obelisco comemorativo. Vale ressaltar que o Capítulo Getúlio Pereira Salerno está em primeiro lugar no Brasil (em um universo de mais de 1.300 Capítulos DeMolays) sendo uma grande referência nos trabalhos filantrópicos, filosóficos e ritualísticos.

sábado, 30 de outubro de 2021

DeMolays farão plantio de árvores e inauguração de Obelisco em Rolândia!

Instalação do Obelisco dos 25 anos.

O Capítulo Getúlio Pereira Salerno da Ordem DeMolay está prestes a completar 25 anos de fundação em Rolândia. Em alusão à data, uma série de atividades estão sendo organizadas pelos membros do Capítulo e do Conselho Consultivo. Alguns dos eventos serão abertos ao público. No dia 09/11 (terça) às 14h, em conjunto com a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente haverá o plantio de mais 25 árvores na Praça Jacques DeMolay no Jardim Campo Belo. Já no Sábado (13/11) às 9h está prevista a inauguração do Obelisco comemorativo ao Jubileu de Prata do Capítulo. Este monumento está sendo ofertado pelos membros do Conselho Consultivo e está orientado no sentido Oriente - Ocidente. O vértice do Obelisco é um triângulo retângulo especial, em alusão ao esquadro maçônico e ao ângulo reto observado nas sessões ritualísticas da Ordem DeMolay. Todos serão bem vindos!

sábado, 11 de setembro de 2021

Pico X: Na Montanha com o Mestre!

 

Pico X visto do Primeiro de Maio!

Henrique (Vitamina) Schmidlin e Júlio César Fiori são dois ícones do Montanhismo Paranaense. Ouço histórias sobre o Vita desde os tempos de minha iniciação (há 18 anos) e acompanho os escritos de Fiori desde a fundação de Alta Montanha. O primeiro contato (virtual) com o Vita (por intermédio de Geraldo Barfknecht) deu-se devido ao movimento em prol do resgate do nome histórico do Pico Agudo de Sapopema (Ybiangi) e intensificou-se após a abertura da Travessia da Serra Grande de Ortigueira em 2020. Com o Fiori o diálogo iniciou-se em 2019, logo após completarmos a mítica Travessia Alpha Ômega no Marumbi.

Em 2020, recebi o convite para escrever um Capítulo sobre os Agudos do Tibagi para a obra Puro Montanhismo: Os Conquistadores, recentemente lançada. Dá pra imaginar o tamanho de minha alegria! Em um domingo chuvoso lancei-me às letras e enviei o esboço ao Fiori, esperando por um feedback inicial. Para minha surpresa, já na segunda, recebi uma mensagem dizendo que o Capítulo estava aprovado. Com as prévias e revisões, as conversas foram se tornando mais freqüentes e, por derradeiro, para comemorar o lançamento, Fiori me convidou para um jantar com o Vita e uma Montanha de minha escolha...

O feriado de 07 de Setembro se aproximava e as previsões climáticas eram otimistas. Na quarta contatei o Fiori e disse que ainda não conhecia o enigmático Pico X. A resposta foi direta: venha!  Na sexta, às 15h, com esposa e o filho mais velho, partimos de Rolândia. Seguimos para a Capital pela Rodovia do Cerne (para fugir das obras e outros inconvenientes). Próximo às 20h30 chegamos à casa do Fiori. Baita emoção! Finalmente, conheceria as duas lendas! Toquei o interfone e o Grande Fiori apareceu. Cumprimentos efusivos! Na sala, o Grande Mestre Vita me aguardava e, como velhos amigos, nos abraçamos!

No Jardim com os Mestres!

A mamãe foi recepcionada pelas simpaticíssimas Solange Fiori e Dulcinéia Schmidlin. Fiori nos conduziu ao jardim onde pude acender meu cachimbo, apreciar um bom vinho e conversar com os Mestres sobre os mais variados temas, além dos bastidores do nosso Montanhismo... Lá pelas 22h30 o Vita nos chamou a atenção: Precisávamos dormir para o dia seguinte. Seguimos para o hotel e deitamos às 24h. Os 450km somados à emoção do encontro e a expectativa pelo dia seguinte dificultaram o meu sono. A última vez que olhei o relógio eram 3h! Somente após ligar o foda-se, consegui dar uns cochilos...

O despertador tocou às 5h45 e começamos a arrumar as tralhas. Busquei o carro, tomamos um café no Hotel e seguimos para a casa do Fiori às 6h40. Partimos de Curitiba rumo à BR 277 e às 8h estacionamos em uma entradinha ao lado do começo da trilha. O Fiori me olhou sério e disse: Acho que está bom aqui. Existe um risco de sermos guinchados, mas dado o tráfego intenso do feriado prolongado, talvez eles não se preocupem com nossos carros... Fiquei ressabiado, mas concordei. Sem mais delongas, metemos os pés na trilha!

O trecho inicial é muito interessante e percorre o leito de uma antiga estrada (construída em 1980) exclusivamente para as carretas que transportavam equipamentos para a usina de Itaipu, vez que os viadutos da serra não suportariam o imenso peso da carga. Um pouco além, saímos da antiga estrada à esquerda e passamos a subir pesado. Fiori narrou que devido aos trabalhos de finalização, diagramação e lançamento do livro andava meio parado, mas como bom e velho montanhista que é ditou um bom ritmo à pernada!

Na Trilha Fantasma do Pico X.

Vários riachos se sucederam e a prosa fluía agradável. Após algumas horas, entre as imensas árvores repletas de bromélias e orquídeas, o Fiori nos mostrou a silhueta interessante da Touca de Duende. Paramos na cachoeira para fazer um lanche, antes de tocar direto para o Primeiro de Maio. Enquanto saboreava sua merecida cigarrilha, Fiori contou algumas de suas experiências andinas, de jovem mochileiro, além das façanhas ainda não publicadas do grande Vita.

O papo estava interessantíssimo, a paragem extremamente agradável, mas era preciso seguir em frente. Após mais 1h30 de caminhada chegamos aos campos do Primeiro de Maio. Um gigantesco mar de nuvens imperava na Serra e cobria o Pico X. Fiori me olhou e disse: Vou esperá-los aqui. Sigam em frente, em uma hora vocês chegarão ao Pico X. Agradeci ao Mestre. Agora era comigo. Toquei em frente e logo entramos novamente no império da Floresta Nebular.  

A trilha seguia em um rumo diferente do Pico X e logo chegamos ao Bosque Fantasmagórico. Neste ponto a trilha azimuta e, após um córrego, começa a subir as encostas. Gigantescos blocos de granito e a visível transição da vegetação eram o prenúncio da proximidade do cume. Pouco depois, atingimos os campos! Imediatamente escutamos um grito longínquo e avistamos o Fiori acenando para nós do Primeiro de Maio. O mar de nuvens estava fodástico!

Chegando ao Pico X

Fizemos algumas fotos, mas comentei que ainda não era o cume. Devia faltar pouco. A mamãe disse que estava satisfeita e que ficaria por ali apreciando o visual. Segui com o Thomas e após 15 minutos avistamos a pedra com a rústica escultura de metal onde se lê: Pico X. Os urubus alçaram voo e logo estávamos saltando blocos até o cume. Não encontramos a caixa do livro e presumo que a icônica escultura, infelizmente, terá o mesmo destino, já que se encontra solta.

Thomas com a icônica escultura.

Fizemos alguns registros, enquanto a mamãe gritava para retornarmos. Queríamos permanecer naquele cenário deslumbrante, mas 13h40 deixamos o cume. Próximo às 15h chegamos ao cruzo do Primeiro de Maio onde o Fiori nos aguardava. Ele indagou-me se o nível de esforço da trilha era comparado à Torre da Prata ou à Pedra Branca do Araraquara. Considero que minha resposta foi imprecisa, pois a memória desta última montanha é mais recente...

Começamos a descer forte. As horas se sucederam e a trilha parecia se alongar cada vez mais. Fiori perguntou ao Thomas se o ditado para baixo todo santo ajuda estava correto e a resposta foi contrária: É pra cima que todo santo ajuda! A luminosidade começava a diminuir e a cerração imperava. Aceleramos. Quando estávamos prestes a acender as lanternas, começamos a ouvir os ruídos dos veículos. Pouco mais adiante, chegamos à antiga estrada de Itaipu.

 Neste momento, Fiori lançou uma dúvida angustiante: Agora é torcer para não termos sido guinchados, ou para que as rodas ainda estejam nos veículos... Puta que pariu! Não é que ele tinha razão: Para um malandro, naquela confusão de véspera do feriadão, ter roubado nossas rodas, não teria sido tarefa difícil... Os estampidos dos motores foram aumentando e logo percebemos um clarão que indicava o final da trilha. Alívio geral ao vermos os veículos intactos!

A vida é uma marcha inexorável. Agora, o memorável jantar com os Mestres e a ascensão ao enigmático Pico X faziam parte de nossa memória. Já com saudades, abraçamos o Mestre, agradecemos pelo maravilhoso final de semana e renovamos o convite para os Agudos do Tibagi. Entramos no veículo já sob os últimos raios de sol e seguimos para Guaratuba onde um merecido descanso nos aguardava... 

Na Montanha com o Mestre!

NOTA: Após concluir este relato, o apresentei a mamãe. Ela comentou que teve a impressão que a história continua... Ainda bem! Estamos planejando nova empreitada em uma imponente Montanha que tenho namorado há muitos anos! Para minha imensa alegria, desde nossa primeira conversa, o Fiori abraçou com entusiasmo a ideia, já iniciou pesquisas e tem convocado um time de lendas para viabilizá-la! É isso aí, caros amigos e leitores: Aguardem as cenas dos próximos Capítulos...

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Sobre Tabacos e Cachimbos!


Quando pequeno admirava meu avô em seu ritual de preparar e fumar seu cigarro de palha com o bom e velho fumo Tietê. Não levei muito tempo para aprender a fazer cachimbos de argila e bambu que carregava, em minhas andanças pelo mato, experimentando todas as ervas que encontrava pelo caminho... Minhas preferidas eram hortelã, cabelo de milho e folhas de chuchu. O primeiro tabaco foi presente do Piu, amigo do Tio Roger: Borkun Riff cherry! Na adolescência, os amigos começaram a descobrir o cigarro, as bebidas... Uma vez desci com a tropa a um cafezal próximo de casa para experimentar o ‘maledeto’ cigarro. O sarro foi geral! Como não sabia tragar, logo me apelidaram de Continental. À época aprendi a tragar, acabei abandonando o pipe e abraçando o Marlboro. Péssima escolha. Foram 20 anos de cigarro, 10 deles fumando palheiros. Aos 35, fui acometido de uma tosse infernal. Fiquei 3 anos sem fumar. Traumatizado com o hábito de tragar só fui criar coragem para retornar ao pipe há 3 anos. Que diferença! Tosse zero e melhor rendimento nos esportes: 3 km de natação e uma hora de musculação por dia. Aos finais de semana, 20 km de corrida. O montanhismo continua firme sempre que surge uma oportunidade. Nestes anos experimentei diversos tabacos nacionais e importados. Os nacionais evoluíram bastante (destaque ao Finamore e  Giovanella) e o custo benefício em relação ao cigarro (econômico e físico) são evidentes. Pipe aceso e saudações à Confraria!