sábado, 3 de janeiro de 2015

Sobre os valores superiores...


"Há inúmeras coisas mais importantes do que aquilo que os ganhos ou perdas de ordem econômica podem afetar, e que julgamos bastante superiores aos confortos e mesmo a muitas necessidades da vida sujeitos aos sucessos e revezes econômicos. Comparados a elas, o “vil metal”, a questão da vantagem ou desvantagem econômica, parecem de pouco valor. Os valores econômicos são-nos menos importantes do que muitas outras coisas justamente porque em matéria de economia temos liberdade para decidir o que é mais (ou menos) importante para nós". "A liberdade política nada significa sem a liberdade econômica".

(Hayek, O Caminho da Servidão, p. 103 e 108).

PT retoma ataque à Liberdade de Informação!


O desgoverno petista retomou as articulações visando a regulação "econômica" da mídia em moldes semelhantes ao procedido na Argentina e Venezuela. Entretanto, não há monopólio algum na imprensa brasileira (mono-pólio, o nome já diz, implicaria um único proprietário de todos os meios de comunicação). Consensualmente, monopólios ou oligopólios só representam problema quando impedem que novas empresas entrem no mercado. Ademais, a imprensa nacional é bem regida pela Constituição e pela Lei de Imprensa. Então, qual é o motivo desta obsessão em regulamentá-la? Para a Professora do Departamento de Filosofia da UEL, Andrea Faggion, é evidente que a finalidade é cercear/regular a capacidade de livre disseminação de conteúdo, concentrando o monopólio da informação nas mãos do Estado. 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O Superfascismo...


"O socialismo foi aceito pela maior parte da intelligentsia como o herdeiro aparente da tradição liberal: não surpreende, pois, que seja inconcebível aos socialistas a ideia de tal sistema conduzir, justamente, ao oposto da liberdade. Os próprios comunistas devem ter ficado um tanto abalados com depoimentos como o de Max Eastman, velho amigo de Lênin, compelido a admitir que “ao invés de melhor, o stalinismo é pior que o fascismo, mais cruel, bárbaro, injusto, imoral, antidemocrático, e sem a atenuante de qualquer esperança ou escrúpulo”, de sorte que “seria mais correto defini-lo como superfascista. Para Eastman “stalinismo é socialismo, no sentido de que constitui uma decorrência política inevitável embora imprevista da estatização e da coletivização, elementos em que Stálin fundamentara parte do seu plano de construção de uma sociedade sem classes. O completo desmoronamento da crença na possibilidade de alcançar a liberdade e a igualdade por meio do marxismo [escreve Peter Drucker] obrigou a Rússia a trilhar o mesmo caminho que a Alemanha, rumo a uma sociedade totalitária e de valores puramente negativos, não econômica, sem liberdade, nem igualdade. O fascismo é o estágio atingido depois que o comunismo se revela uma ilusão".

(Hayek, O Caminho da Servidão, p. 49).

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O Caminho da Servidão...


Tocqueville previu que um “novo tipo de servidão” apareceria quando, depois de ter subjugado sucessivamente cada membro da sociedade, modelando-lhe o espírito segundo sua vontade, o estado estende então seus braços sobre toda a comunidade. Cobre o corpo social com uma rede de regras complicadas, minuciosas e uniformes, rede que as mentes mais originais e os caracteres mais fortes não conseguem penetrar para elevar-se acima da multidão. A vontade do homem não é destruída, mas amolecida, dobrada e guiada; ele raramente é obrigado a agir, mas é com frequência proibido de agir. Tal poder não destrói a existência, mas a torna impossível; não tiraniza, mas comprime, enerva, sufoca e entorpece um povo, até que cada nação seja reduzida a nada mais que um rebanho de tímidos animais industriais, cujo pastor é o governo. Uma servidão metódica, pacata e suave, como a que acabo de descrever, pode ser combinada, com mais facilidade do que em geral se pensa, com alguma forma aparente de liberdade, e que poderia mesmo estabelecer-se sob as asas da soberania popular.

Fonte: O Caminho da Servidão; Friedrich Hayek, Nobel de Economia em 1974.