quarta-feira, 17 de julho de 2013

Riqueza, pobreza e coração!


RIQUEZA: É errôneo definir alguém como pobre ou rico, unicamente, pela via materialista. Certa vez um estudante indagou ao seu Mestre: Quem devemos considerar rico? O Sábio Ben Zomá respondeu: Aquele que se alegra com o que possui! (Pirkê Avot, 4:1).

POBREZA: A pobreza não é, apenas, um mero fenômeno material. É mais: É cultural, moral e espiritual. Combater a pobreza através de uma política focada no materialismo não resolverá o problema. Fato: É impossível vencer a doença atacando, apenas, os sintomas!

CORAÇÃO: Precisamos perceber que a satisfação não se encontra nos objetos. A alegria não reside no fato de mudar-se do campo para a cidade ou de uma casa para outra maior: É o que há em nossos corações que torna a vida um Éden ou um inferno! (fonte: Beit Chabad).

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Rápidas da semana...

Alexandre Tombini, Presidente do BCB.

RECLAMES: Na última pesquisa CNI-Ibope, como de costume, a área de saúde apareceu, junto com segurança, como a de pior avaliação: 66% dos entrevistados desaprovam os serviços. Esse resultado negativo tem se repetido e vale para os três níveis de governo já que todos têm alguma coisa a fazer nestes setores. 
                               
JUROS: Consenso entre os Economistas: O Banco Central continua sozinho no combate a inflação! Entretanto, os ajustes na taxa de juros não vêm sendo suficientes para conter o dragão inflacionário ressuscitado. Se o governo federal continuar gastando excessivamente os esforços do BC continuarão surtindo poucos efeitos.

PIBINHO: Segundo análise da Confederação Nacional da Indústria - CNI o país deve crescer apenas 2% em 2013. A CNI também alerta que é necessário uma redução significativa da expansão dos gastos públicos para evitar que todo o ônus do controle inflacionário (através da política monetária) recaia sobre o setor produtivo.

ROLÂNDIA: Face ao cenário político conturbado diversos assuntos importantes estão sendo pouco debatidos. Exemplo: Nos últimos meses nada foi divulgado sobre o andamento dos Projetos e Licenciamento Ambiental para a construção do novo Cemitério Jardim. O tempo urge e o caminho é longo. Acordem autoridades de Rolândia!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Falácias governamentais...


EDUCAÇÃO:  A destinação de parte dos lucros do pré-sal para a educação, conforme projeto de lei aprovado pelo Congresso, deve elevar os recursos para a área mas não chegará a 10% do Produto Interno Bruto. Segundo estudos do Legislativo, com o dinheiro do petróleo, as verbas da educação talvez alcancem 7,43% do PIB em 2022! Só nos resta dois caminhos: Esperar dez anos pelos 7,4% ou continuar na luta pelos 10%!

SAÚDE: Também nesta área nada de concreto foi anunciado. Fato pacífico, para salvar o SUS do colapso, é necessário 10% do PIB! Em tempo: Segundo a Federação dos Hospitais Filantrópicos do Brasil (responsáveis por 56% dos atendimentos no SUS) é necessário um reajuste de 100% nos repasses de verbas federais para procedimentos de pequena e média complexidades. A dívida dos Hospitais Beneficentes do país ultrapassa R$ 12 bilhões!

MOBILIDADE: Infelizmente, pouco se fez nesta área! As grandes cidades brasileiras estão atrasadas em termos de transporte público e infraestrutura em comparação com outras metrópoles latino americanas, como as do México e Chile. Com o anúncio de R$ 50 bilhões, o governo federal pretende compensar a lentidão (e falta de planejamento) de dez anos em um. É como diz o velho dito popular: A pressa é inimiga da perfeição!

REFORMA: O Brasil anseia pela reforma política. Entretanto, usar um tema tão importante como "bode expiatório" foi jogada temerária. Fato pacífico, trata-se de assunto complexo que demandará tempo para ser apresentado e compreendido pela sociedade! Mas já que o tema foi colocado, estou com o Ministro Joaquim Barbosa: Sou favorável ao voto distrital! Com ele, você elege alguém cujo trabalho você conhece!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Entre "dons" e "ravéis"



Por Kleber Eduardo Men*
 Não, caro leitor. Este texto não tem o objetivo de falar sobre esta famosa dupla da música popular brasileira da década de 1960/70, que foi achincalhada pela patrulha ideológica de esquerda, mas acredito ser oportuno levantar uma questão bastante intrigante.

 
Entre essas ondas de manifestações que tomam conta do Brasil e, de certa forma, do mundo, não está faltando alguma coisa? Onde estão os artistas brasileiros? Cadê aquelas canções com alto teor crítico que se tornaram verdadeiros gritos de guerra? Onde está a nova Alegria, Alegria? Cadê os novos Vandrés, Caetanos e Chicos? A verdade pode estar além do que muita gente pode imaginar.

 O aparelhamento por parte do governo petista ultrapassa a tradicional jogada política de distribuição de cargos para manter a governabilidade. Além desta, é importante manter calado aqueles que podem, de certa maneira, fazer ecoar com maior intensidade a insatisfação das massas. Com os partidos políticos, basta arranjar um “carguinho” aqui, criar uma secretaria ali, inventar um ministério acolá, pronto! Já temos a governabilidade necessária para aprovar qualquer tipo de projeto. Mas e com os artistas?
 Na verdade, imagino o governo como um sujeito com um osso na mão, fazendo os movimentos como se fosse a batuta de um maestro, enquanto os artistas são um cachorrinho dócil recebendo os comandos de sentado! De pé! Rola! Deita! Tudo seguido daquelas típicas expressões de carinho e gratidão como latidos e abano de rabo, com a língua de fora implorando para que este osso seja jogado e sua fome seja saciada. Pois, é. Esse osso chama-se Lei Rouanet.
 Esta Lei, também conhecida como bolsa artista, é o instrumento mais eficaz no combate a crítica por parte dos artistas da televisão, do teatro e da música. É um instrumento eficaz no aparelhamento de setores ligados a arte, cultura e o entretenimento. Você, caro leitor, já se preocupou em saber quais artistas foram agraciados com esta benesse estatal? 
 A lista vai de Rita Lee a Cláudia Leitte. De Daniel a Maria Bethânia. Ou seja, são artistas consagrados que possuem fãs e prestígio suficiente para arcar com suas próprias despesas. Ninguém sentiu falta da sempre politicamente correta Letícia Sabatella nas manifestações? Cadê a Maitê Proença? Será que ela não vai arrancar a blusa e escrever na suas costas “não é só 20 centavos”? Cadê o Zezé di Camargo e Luciano (o Dom e Ravel do governo petista) para cantar sua tão politizada canção “e Deus por nós”?
 A mordaça instalada por meio do dinheiro e das benesses estatais está sendo muito mais eficiente do que a violência implantada nos “anos de chumbo” da história brasileira. A censura do dinheiro é mais eficaz. Afinal, dinheiro fácil é o que todo mundo gosta! Ah! Quanto ao Dom e Ravel, não era objetivo do texto falar deles. Qualquer semelhança é mera coincidência!

*É Professor e Historiador formado pela UEM.