sábado, 8 de dezembro de 2012

Impacto Ambiental Eleitoral!

Foto: Reuters/Ricardo Moraes

Os impressos gastos nas eleições de 2012 poderiam ser utilizados para a publicação de 20 milhões de livros escolares com 50 páginas. É papel suficiente para dar 143 voltas ao redor da Terra. Tais cálculos foram divulgados pelo juiz auxiliar do TSE, Paulo Tamburini. Para a produção de todo este material gráfico, foi necessária a derrubada de 603 mil árvores e o consumo de três bilhões de litros de água. BREVE COMENTÁRIO: Urge inovar as campanhas, valorizando o papel de mídias alternativas (como a internet); Fixar um teto máximo de campanha; Aprovar o voto universal facultativo e o sistema distrital. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Com o chapéu alheio?

Luiz Pinguelli Rosa, foi presidente da Eletrobras no governo Lula;

Para o ex-presidente da Eletrobras no governo Lula e professor do Coppe-UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, a proposta do governo Dilma não levou em conta “o valor necessário para as empresas manterem a qualidade do sistema e continuarem a investir na geração de energia. A medida irá gerar desemprego e sucessivos apagões. A queda de 20% para a indústria é uma ficção e o consumidor não vai sentir os 16% prometidos por Dilma” afirma Rosa. O governo poderia demonstrar a sinceridade de seus propósitos isentando os Tributos Federais incidentes sobre a energia, como o PIS/Cofins.  Esta redução poderia ser maior ainda se o Governo banisse a Taxa de Fiscalização da Aneel que não é repassada à instituição, pois fica no tesouro para constituição do superávit primário. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Memórias do Holocausto!


O Escritor Israelense Aharon Appelfeld;

Vivemos tempos de recrudescimento do anti-sionismo e semitismo. A situação chegou ao cúmulo da negação do Holocausto empreendida por regimes teocráticos e organizações extremistas islâmicas. Outro agravante é o fato da literatura israelense ser pouco conhecida no Brasil. Alguns já ouviram falar em Amós Oz, mas poucos em Aharon Appelfeld. Para o crítico literário Israelense, Gershon Shaked, Appelfeld é “o mais judeu dos escritores israelenses" e sua literatura é comparada a de Mestres como Franz Kafka. Appelfeld é um sobrevivente do Holocausto e sua obra retrata os que se encontram no raio de ação deste cataclismo.

Suas obras são de grande provocação intelectual e psicológica. Ele é apontado como um dos maiores Escritores Israelenses da modernidade. Em 1983, foi agraciado com o Prêmio Israel   de Literatura e em 2005 com o Prêmio Nelly Sachs. Infelizmente, entre nós, o estudo de sua obra permanece restrito aos elevados círculos acadêmicos. Recentemente, tive a oportunidade de adquirir e ler as traduções das novelas Badenheim, 1939 e Tzili. Badenheim retrata Judeus em processo de assimilação cultural, surpreendidos pelo terror nacional-socialista. Paralelos culturais e psicológicos podem ser traçados com a colônia judaico-alemã de Rolândia, retratada e analisada por Kosminsky em Rolândia, a Terra Prometida.  

Para Rifka Berezin, Docente de Língua e Literatura Hebraica da USP, a obra de Appelfeld é um testemunho autêntico sobre o Holocausto: Em seu interior pulsam os horrores e as perseguições que sua geração enfrentou na infânciaMedo e perseguição os são motivos centrais nas suas obras. Para ele, o homem judeu que passou pelo Holocausto não poderá jamais apagá-lo de sua mente. Ele é marcado pelo seu passado e pelas suas lembranças.

Já o psicanalista carioca Davy Bogomoletz afirmou: Egito, Babilônia, Primeiro Templo, Segundo Templo, Massada, Espanha, e agora Holocausto. São marcas indeléveis, cicatrizes que talvez, um dia, parem de sangrar, mas que não deixarão de doer. A obra de Aharon Appelfeld constrói um monumento em honra dos destroçados, diante do qual caímos de joelhos. Não por veneração, coisa proibida pelo Judaísmo, mas pela impotência de permanecermos de pé. Appelfeld não é apenas um artista. É uma testemunha de acusação no Tribunal da História. Eis uma valiosa dica de leitura para nossos leitores!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Nova Eleição em Rolândia?


A Coligação integrada por PT-PPS-PCdoB-PCB e seu candidato a Prefeito Fábio Nogaroto, ingressou na tarde de hoje com Recurso contra a Diplomação do prefeito reeleito de Rolândia, João Ernesto Joni Lehmann e seu vice José Danilson. O feito deverá ser remitido ao Tribunal Regional Eleitoral - TRE. Para a Coligação, Joni e Danilson atentaram gravemente contra a lisura do pleito eleitoral de 2012, por meio do uso irregular da máquina pública e demais meios ilícitos em favor de suas candidaturas. Portanto, é forçoso reconhecer que a decisão pela diplomação dos mesmos está em manifesta contradição com as provas reunidas pela Justiça Eleitoral nas demandas judiciais anteriormente propostas e que versam sobre os seguintes casos: 1)- uso indevido do site da prefeitura para auto-promoção do prefeito; 2)- caso dos holerites; 3)- caso das cestas básicas (envolvendo o Vereador situacionista Paulo Santis - PTB) e 4)- caso Tribuna do Vale do Paranapanema. As provas, que envolvem condenações judiciais já publicadas, demonstram que a reeleição do ora Prefeito foi viciada no processo de eleição e de votação, a partir do abuso de poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação e da máquina pública, captação ilícita de sufrágio e demais meios que são enquadráveis no que alguns autores consideram como vale tudo eleitoral. A Carta Magna considera que a concretização do direito de acesso às funções públicas está condicionada à realização de eleições legítimas, desta forma entendidas pela ausência de influência indevida na liberdade de voto, seja através da influência do poder econômico, do abuso do poder político e da corrupçãoNo caso de Rolândia, a conjugação de todos estes fatos serviram para o desequilíbrio do pleito, restando o processo eleitoral e de votação viciados, e, portanto, ilegítimos! Por estes motivos, a Coligação Novo Tempo Rolândia requer que se decrete a nulidade da proclamação do resultado da eleição majoritária para o Município de Rolândia em 2012, seguida da consequente decretação da invalidade da diplomação dos recorridos, Joni Lehmann e José Danilson, determinando a realização de novas eleições entre os vencidos (Eurides/Márcio e Fábio/Farina) para restabelecer a legalidade do pleito.